quarta-feira, 15 de abril de 2015

Quando muçulmanos matam palestinos

Campo de refugiados de Yarmouk, na Síria. Foto: UNRWA.

Quando o Exército de Israel entrou nas ruas de Gaza, em 2014, as ruas da Europa foram invadidas por manifestantes. Dezenas de milhares de pessoas marcharam em Londres, Paris, Madri e em outros lugares, em apoio aos palestinos, gritando que o Exército cometia um massacre em Gaza.

Não houve massacre, mas uma guerra provocada pelo Hamas, que usou os habitantes de Gaza como escudos humanos. Há um massacre de palestinos, sim, mas na Síria.  Agora, não há dezenas de milhares de manifestantes nas ruas. Não há sequer manifestações.  Não há exigências para que os governos ocidentais tomem medidas. Há simplesmente um triste e ensurdecedor silêncio.

Não é que as pessoas não saibam o que está acontecendo no maior campo de refugiados palestinos na Síria, Yarmouk.  No entanto, não há nenhuma ação. O ativismo de 2014 está longe de ser visto.

Esse é um estado de coisas bizarro. Mas talvez os ex-manifestantes estejam apenas seguindo o exemplo dado por Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Palestina. Suas palavras relativas aos palestinos na Síria, ditas em 2013,  revelam-se proféticas: “É melhor morrer na Síria do que desistir de seu direito de retorno" (http://bigstory.ap.org/article/palestinian-leader-rejects-deal-syria-refugees).

Somos constantemente informados de que o conflito Israel-Palestina é a causa da radicalização de jovens muçulmanos no Ocidente. Então, o que acontece quando esses muçulmanos radicalizados do Ocidente começam a decapitar palestinos?

Aparentemente nada.

via Conib

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