sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Boko Haram assassina cristãos no norte da Nigéria

Terroristas islâmicos atearam fogo às igrejas na cidade de Madagali. Eles decapitam os homens e obrigam as mulheres a serem suas escravas sexuais

EFE | Veja

Mulheres segura um cartaz de apoio às estudantes sequestrados pelo grupo terrorista Boko Haram durante uma manifestação em Lagos, na Nigéria (Pius Utomi Ekpei/AFP/VEJA)

A milícia radical islâmica Boko Haram assassinou cristãos na cidade de Madagali, no norte da Nigéria, informa nesta sexta-feira a imprensa local. A cidade está sendo controlada pelos terroristas desde a semana passada. “Dezenas de pessoas foram assassinadas e edifícios ligados à igreja foram queimados”, relatou o sacerdote porta-voz da igreja da cidade, Gideon Obasogie, citado pelo jornal local The Punch.

Madagali, situada no estado de Adamawa, está perto da cidade de Gwoza, onde no domingo o grupo fundamentalista islâmico declarou um califado. Segundo informou Obasogie, que conseguiu fugir da cidade, “os homens cristãos são capturados e decapitados; as mulheres se veem obrigadas a se transformar em muçulmanas e são tomadas como esposas pelos terroristas”. Desde que a milícia radical se apoderou da cidade e começou com a perseguição dos cristãos, seus habitantes fugiram de suas casas, que foram ocupadas pelos insurgentes.

Muitas igrejas foram obrigadas a fechar diante dos ataques do Boko Haram, que intensificou suas ações no nordeste do país, de maioria muçulmana, onde nas últimas semanas conquistou vários territórios. A falta de preparo do Exército nigeriano e o pouco policiamento na região possibilitam o avanço dos terroristas. Mal treinados e mal armados, muitos homens das forças de segurança nigeriana simplesmente fogem para não combaterem a milícia islâmica.

Alguns moradores da zona relataram que os fundamentalistas içaram sua bandeira em seus povos após ter tomado o controle. O Boko Haram tem seu reduto espiritual e sua base de operações em Borno, mas atua também nos estados vizinhos de Adamawa e Yobe, onde o governo nigeriano declarou estado de emergência.

Desde que a polícia matou, em 2009, com o então líder e fundador de Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que se intensificou nos últimos meses. Neste ano, o grupo islamita assassinou cerca de 3.000 pessoas e a mais de 12.000 desde 2009, segundo os cálculos do governo nigeriano. Boko Haram, que significa em línguas locais 'a educação não islâmica é pecado', luta por impor um califado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristão no sul.

(Com agência EFE)

Nenhum comentário: