domingo, 15 de junho de 2014

Nietszche estava errado: "Deus não está morto" promete reaquecer o debate entre criacionismo e evolucionismo


É apenas o primeiro dia de aula na universidade, e logo de cara, o calouro Josh Wheaton tem sua fé desafiada diante dos novos colegas. Ao iniciar a disciplina de Filosofia, o arrogante professor Radisson manda todos os estudantes negarem a existência de Deus - caso contrário, terão que provar a veracidade de suas crenças ou serão reprovados. Esse é o ponto de partida de Deus não está Morto (God's not dead), filme que estreou nos Estados Unidos em março e se tornou fenômeno nos cinemas. Apesar de não contar com os efeitos especiais e adrenalina dos concorrentes O espetacular Homem-Aranha 2 e Capitão América: o soldado invernal, o filme encarou os blockbusters e chegou a superar a média de público do sucesso teen Divergente. Tudo isso fez com que a brasileira Graça Filmes mudasse seus planos e investisse para colocar o filme no circuito nacional.

A aposta é de que, a partir de 21 de agosto, o tema do filme ganhe debates por aqui - e renda de bilheterias, é claro. A expectativa é baseada em números. Nos EUA, no primeiro mês de exibição, Deus não está Morto ultrapassou a marca dos 3 milhões de espectadores em 1.860 salas. Muito disso graças às redes sociais, que divulgaram a obra pela internet e atiçaram a curiosidade do público. Só no Facebook, quase 2 milhões curtiram o filme, que será um contra-ponto interessante a O Filho de Deus, longa inspirado na minissérie A Bíblia que mostra um Jesus fiel aos evangelhos, mas escamoteia o diabo para evitar "distrações". 

Ateísmo e Secularismo

Deus não está morto não é apenas um filme competente, feito para atrair público, mas é capaz também de evangelizar e provocar reflexão em cima da Bíblia. Para tornar o debate criacionismo contra evolucionismo mais interessante, os produtores investiram em um elenco com atores conhecidos do público, como Kervin Sorbo (Hércules), David A. R. White (Contagem regressiva e Tudo é possível) e Dean Cain (Lois & Clark: as novas aventuras do Superman) - tudo embalado por uma trilha sonora bem jovem e animada, comandada pela banda gospel Newsboys. Deus não está morto acaba questionando o ateísmo e o secularismo que cada vez mais dominam as universidades. E não para por aí: o longa também mostra como a fé, ou a falta dela, afeta os relacionamentos dos jovens e como se estende para outras crenças, já que na turma há estudantes comunistas e muçulmanos. Claro, é um enredo que precisa ser visto com cuidado, mais como uma parábola do que literalmente, já que a intimidação e as ameaças do professor e o maniqueísmo que trata os cristãos como o lado bom e os outros, como o mau, nem sempre refletem o mundo real.

A discussão mais do que oportuna, é necessária. Pesquisa recente do Instituto Gallup mostrou que cerca de 50% dos jovens cristãos que cursam o ensino superior acabam abandonando a fé.

por Marcos Stefano | Revista Cristianismo Hoje


21 de Agosto nos cinemas do Brasil



Dados de "Deus não está Morto" nos EUA:

Data de lançamento: 21/03/2014
Custo total de produção: US$ 2 milhões
Total arrecadado até o momento: + de US$ 60 milhões
Total de salas de exibição: 1.860
Melhor posição no ranking dos filmes mais assistidos: 3º





Um comentário:

João Perereira disse...

Fiquei com muitaaaaa vontade de assistir!