terça-feira, 4 de março de 2014

Os Judeus do Papa: o plano secreto do Vaticano para salvar os judeus das mãos dos nazistas


Um livro revelador que demonstra como o Vaticano salvou mais de 800 mil judeus durante o Holocausto e elucida por que razão a história deve reabilitar o Papa Pio XII. Acusado de não ter condenado Hitler pelo fanatismo e ódio racial com que o führer governava a Alemanha, o chefe da Igreja Católica Romana ficou conhecido, durante a Segunda Guerra Mundial, como «o Papa que se manteve em silêncio durante o Holocausto». Contudo, Thomas Gordon, um protestante, apresenta neste livro provas que refutam totalmente essas acusações. Uma pesquisa minuciosa revela uma rede secreta de padres, freiras e cidadãos católicos que diariamente arriscaram as suas vidas para proteger os judeus. Ao investigar assassinatos, conspirações e conversões secretas, revela as mais extraordinárias ações praticadas por católicos e pelo Vaticano. Em Os Judeus do Papa encontramos, finalmente, a resposta à grande questão moral do Holocausto: por que razão o Papa Pio XII se recusou a condenar o genocídio dos judeus da Europa? Pio XII não foi "o Papa de Hitler", mas sim, muito provavelmente, o mais perto que os judeus estiveram de ter uma voz no Vaticano.


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A II Guerra Mundial eclodiu na Europa. O exército nazista avan­ça pelo continente anexando e massacrando, deixando o rastro de sangue que marcou o século XX. No Vaticano, o papa Pio XII observa os horrores dos combates e tem que definir a posi­ção da Igreja perante o mundo. Mas ele não declara repúdio a Hitler nem se coloca ao lado dos Aliados — simplesmente silencia e a História lhe confere o título de papa omisso.

Por trás do silêncio havia um segredo agora revelado por documentos ofi­ciais secretos. Pio XII organizou uma ampla rede de ajuda humanitária para os judeus de toda a Europa. Sob orientação dele, padres e freiras arriscaram a vida fornecendo abrigo nos mosteiros e conventos a milhares de judeus. Pio XII doou ouro do próprio Vaticano para ajudar os judeus romanos e es­condeu milhares deles em sua residência de verão, enquanto Roma era ocupa­da e bombardeada pelos alemães.

Os Judeus do Papa é um dos melhores livros históricos já escritos. Baseado em uma rica pesquisa documental, é uma obra indispensável aos leitores que querem entender o que realmente aconteceu em Roma sob a liderança do injustiçado papa Pio XII, com testemunhos de: Golda Meir, Pinchas Lapide, Michael Tagliacozzo, Chaim Weizmann e Isaac Herzog.

Em um comentário para o Conselho do livro judaico, o professor emérito de história Jack Fischel descreveu o livro como "narrativa fascinante, onde se lê como um romance, em vez de uma obra de erudição". Fischel observou que as ações de Pio XII durante a guerra tornaram-se uma das questões mais controversas na historiografia do Holocausto, e que o livro de Thomas acrescenta um exame mais aprofundado da controvérsia sobre se Pio ". Fischel escreveu que Thomas revela que o Papa desenvolveu uma estratégia de "silêncio", na crença de que a denúncia provocaria novas represálias contra os judeus.


Sobre o autor

Gordon Thomas é escritor e jornalista investigativo. Já publicou mais de 50 li­vros na Europa, ultrapassando a marca de 45 milhões de cópias, o que lhe rendeu prêmios importantes e o reconhecimento como um dos escritores mais surpreendentes da atualidade.

Ficha técnica

Título: Os Judeus do Papa: o plano secreto do Vaticano para salvar os judeus das mãos dos nazistas
Autor: Gordon Thomas
Tradução: Marco Aurelio  Schaumloeffel
Editora: Geração Editorial
Ano: 2013
Págs: 392
ISBN: 9788581301273


Capa do livro na Inglaterra

Capa do livro em Portugal

Um comentário:

ARIel disse...

Poxa, valeu a dica, vou correndo comprar esse livro amanhã, leitura mais do que necessária!