quinta-feira, 27 de março de 2014

O Estado toma posição


O imperador Trajano foi o primeiro a dizer como as autoridades deveriam lidar com os cristãos
Busto de Trajano, mármore, escola romana, s/d

Enquanto era governador da Bitínia, por volta de 113, Plínio, o Jovem, consultou o imperador Trajano para saber qual conduta deveria adotar em relação aos cristãos. A resposta do soberano orientou a ação do Estado Romano durante um século e meio.

Carta de Plínio a Trajano:

"É a primeira vez que faço um inquérito sobre os cristãos. Não sei nem qual procedimento seguir, nem quais penas aplicar. (...) Enquanto isso, eis a regra que observo em relação aos cristãos que são denunciados: pergunto-lhes se são cristãos; se assentirem, faço a pergunta uma segunda vez, e uma terceira vez, ameaçando-os de morte; se persistirem, jogo-os na prisão, (...) Algumas das pessoas denunciadas como cristãos confessam, depois voltam atrás. Outros admitem que o foram, mas que isso terminou três ou mais anos antes, até mesmo 20 anos antes. Todos eles ofereceram sacrifícios diante de tua imagem e das estátuas dos deuses, e insultaram Cristo. Dizem que sua única culpa ou seu único erro é se reunirem um dia da semana antes do raiar do dia e recitar juntos ou um por vez preces em homenagem a Cristo que consideram seu Deus."

Resposta de Trajano a Plínio:

"Estabelecer uma regra geral válida para todos os casos é impossível. Não há razões para acossá-los. Aqueles que foram denunciados e persistem em seu erro devem ser punidos. No entanto, aquele que afirmar que não é cristão e o provar sem ambiguidade, isto é, venerando nossos deuses, deve ser solto, mesmo que tenha sido suspeito em algum momento anterior."


Para saber mais
Documentos da Igreja Cristã. Henry Scowcroft Bettenson. Aste, 1967


Fonte: História Viva
Transcrição

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