quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Católicos e evangélicos se uniram em ato de solidariedade a dependentes de drogas e moradores de rua

Alcoólatra vai às lágrimas ao receber abraço em festa de Natal solidária, na região conhecida como Cracolândia, em São Paulo.

Jornal Nacional

Em São Paulo, na região conhecida como Cracolândia, católicos e evangélicos se uniram em um ato de solidariedade a dependentes de drogas e moradores de rua.

Na data que significa família, família é o que eles não têm por perto. O alívio para os moradores de rua e dependentes de drogas veio da boa vontade de religiosos.

Em uma igreja evangélica, ex-dependentes de drogas que moravam na Cracolândia e que foram recuperados pela Igreja. A algumas quadras está a praça onde eles vão cantar músicas justamente para os dependentes de droga que vivem na região.

Valmir caiu no crack e morou quatro anos na rua. Hoje, recuperado, tenta reencontrar a família. “Eu creio que agora é luta é outra. Porque o pessoal tem dado força para a gente para mandar carta para ver se consegue contato”, diz ele.

A cerimônia na Cracolândia acabou ficando ecumênica. Tem o pessoal da igreja evangélica. Tem o pessoal da igreja católica, da Pastoral do Povo da Rua, que faz também uma solenidade de apoio aos dependentes de drogas.

Pastor e padre juntos e com o mesmo objetivo: convidar os dependentes a largarem o vício. Simples, mas significativo: no meio da Cracolândia, uma encenação do nascimento de Cristo. 
E a romaria foi para distribuir panetone e sopa. Ex-usuário de crack, Elder veio ajudar os ex-colegas de rua. “É o mínimo que posso fazer por eles, Se eu pudesse, eu levava no colo, arrastado”, comenta Élder Duarte, ex-viciado.

“É um dia especial porque para eles é um dia de reflexão. a gente quer trazer esperança para eles, no coração de cada um deles, esperança de um dia melhor, de sair das ruas, das drogas e se restabelecer à sociedade e sua família”, Gérson Machado, organizador do evento.

A carência é tão grande que um simples abraço arrancou lágrimas de Sebastião. Alcoólatra, há um ano ele está na rua, longe da família.

Jornal Nacional: Isso tudo aqui ajuda a passar o Natal um pouco mais alegre, mais aliviado?
Sebastião: É a única festa que está tendo para mim, eu estou mais feliz agora”, afirma.

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