quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O livro deve ser o machado que rompe o nosso mar congelado.



Kafka dizia que certas leituras tinham uma capacidade muito diferente: a de nos permitir quebrar nossa carapaça para poder ver o que há debaixo dela.

Em suas palavras:

Necessitamos dos livros que nos afetam como um desastre, que nos afligem profundamente como a morte de alguém que amamos mais que a nós mesmos, como estar perdido sozinho num bosque, como um suicídio.

Franz Kafka defendia a necessidade de viver emoções fortes por meio de leituras provocadoras que gerassem mudanças profundas em nossa psique. “Realmente, ficaríamos mais tranquilos sem tais sofrimentos, mas nesse caso a vida seria tediosa.”
Sem dúvida, obras inquietantes como O castelo, do próprio Kafka, provocam esse efeito.
“Se o livro que lemos não nos desperta com um soco no estômago, para que lê-lo?”


Trecho do livro "Kafka para sobrecarregados", de Alan Percy (Sextante)

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