segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Metodistas fecham o cerco contra a teologia da prosperidade


O Expositor Cristão órgão oficial da Igreja Metodista do Brasil, chama a atenção da liderança denominacional, na edição de agosto de 2012, para o que o jornal diz ser “distorções contemporâneas”.


Paulo de Tarso Lockmann, bispo da Primeira Região Eclesiástica, afirma: “Hoje, há tentativas de transformar a fé cristã numa religião de negação de sofrimento, de exaltação, de prazer e de prosperidade. Mas o cristianismo, embora considere alegria, prazer e prosperidade frutos da vida cristã, não tem vergonha da cruz. Pelo contrário, não foge da cruz, mas assume a cada dia“.

Pastores e pastoras “sentem-se pressionados a adotar práticas contrárias à tradição metodista [e demais igrejas evangélicas históricas] por entender que podem conquistar mais ‘audiência’, o que resulta numa ‘guerra de concorrência’ que mais parece comercial do que evangélica”. O pastor Fernando Cezar, da Terceira Região, acrescenta que “há um claro investimento em personalismo e manipulação de sentimentos”. Wesley do Nascimento, da Quarta Região, explica: “Buscamos ferramentas e métodos e nos esquecemos de que quem  dá o crescimento à igreja é o próprio Deus”. A triste verdade é que estamos atrás de algo que funcione: “Não estamos interessados no que é certo, mas no que produz resultados; não buscamos princípios, mas vantagens, e as necessidades do mercado determinam a pregação e o estilo de vida dos pastores e pastoras”. 

O professor do programa de pós-graduação da Universidade Metodista de Piracicaba, Ely Barreto César, aponta para um grave perigo: “Se lemos a Bíblia como consumidores que esperam o tempo todo receber benções pessoais, corremos o sério risco de não enxergar o Deus missionário, interessado na felicidade e salvação de todos por ele criados”. Perde-se a visão do deus missionário quando procuramos basicamente “os nossos interesses, a nossa salvação pessoal, as bênçãos[a] que julgamos ter direito como seguidores de Jesus” – acrescentou o professor.

O editorial da referida edição do Expositor Cristão declara que por causa das “distorções contemporâneas” o ofício pastoral tem sido relacionado com lideres em busca de reconhecimento, aplausos e promoções. Porém, “certamente não são estes a quem o Senhor procura para confiar sua soberana obra”.

Fonte: Revista Ultimato
Imagem: Internet

Um comentário:

Anônimo disse...

É o roto falando do esfarrapado.
Está na essência do protestantismo a supervalorização dos bens materiais em detrimento dos bens espirituais. A trajetória histórica dos países protestantes comprova a decadência espiritual que se seguiu após a Reforma: Liberalismo, ateísmo, socialismo. Melhor fez o Concílio de Trento, que reafirmou a boa e sã doutrina, que durou até o Vaticano II, quando então as ideias protestantes sublevaram a Santa Igreja. Quanto à revista Ultimato, é notória sua inclinação ao socialismo através do tal Evangelho Integral, irmã gêmea da Teologia da Libertação.