segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"Islamismo foi sequestrado", diz Mainardi sobre protestos contra filme


Colunistas do Manhattan Connection comentam protestos desencadeados por filme americano, além de situação política no Oriente Médio.

Globo News

A Guerra do Iraque acabou para os americanos, mas não para os iraquianos que sofrem no cotidiano a violência de atentados sunitas contra a maioria xiita. Diante desse cenário, Lucas Mendes analisa: "vizinho da dilacerada Síria, o Iraque pode rachar”.

No entanto, para Diogo Mainardi, o risco de o Iraque rachar foi maior na década passada, quando os ataques da Al-Qaeda eram mais frequentes. “Agora, há um retorno da violência miliciana do terrorismo sectário que tem que acabar imediatamente”, comentou Mainardi. Ainda na opinião dele, Obama fez certo em sair do Iraque, mas fez mal em não negociar uma força militar.

Caio Blinder comenta que o Iraque tende a ser um dos campos de batalha se houver uma guerra na região, por causa da rivalidade interna entre sunitas e xiitas. “Acho que há uma chance de desintegrar, em função desse quadro regional”, ressaltou.

Sobre os protestos contra o filme americano que ofende o profeta Maomé, Diogo Mainardi comentou que não se pode generalizar como o fenômeno. "O islamismo em muito casos foi sequestrado por um bando de facínoras que se aproveitam de qualquer pretexto para produzir violência", disse ele. Para Mainardi, é preciso sensatez e equilíbrio na análise da situação, inclusive dos chefes de Estado.

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