sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Fidel: O tirano mais amado do mundo


Obra mira as mentiras da propaganda cubana e revela as atrocidades do ditador no poder da ilha há cinco décadas

“Na escuridão, antes do amanhecer de 13 de julho de 1994, 74 cubanos desesperados – jovens e velhos, homens e mulheres – embarcaram escondidos em um decrépito mas confiável rebocador no porto de Havana e partiram para os Estados Unidos – e para a liberdade.”

Dessas 74 pessoas em busca de uma nova vida, somente 31 sobreviveram para contar a verdadeira história daquele dia. Antes que pudessem avistar a salvação, o barco foi interceptado e afundado pela polícia de Fidel Castro. E para os 43 cubanos que se perderam no mar, não houve uma matéria comovente no New York Times nem mesmo um memorial em Havana. Para esses 43 cubanos só restou o título de covardes.

A editora LeYa lança “Fidel – o tirano mais amado do mundo” do cientista político cubano-americano Humberto Fontova. O livro narra a verdadeira história da Revolução Cubana e de seu líder, Fidel Castro, através de depoimentos e relatos de pessoas que sobreviveram a La Revolución. Um manifesto que explica como e por que os Estados Unidos criaram o mito Fidel Castro, que até hoje é símbolo da luta pela igualdade e da defesa dos direitos humanos.

Por que devemos aplaudir os atos de um homem que matou – e ainda mata - mais que os grandes ditadores da história recente da América Latina?

“Pergunte para Maria Garcia o quanto Fidel mudou sua vida naquele 13 de julho, quando ela viu seu filho de 10 anos ser engolido pelo mar. Ou então Bonnie Anderson, que teve que olhar nos olhos de Fidel e encarar seu sorriso malicioso ao perguntar sobre a sua família – que ele destruiu ao enviar seu pai para o fuzilamento. E seu antigo colega de escola Ramon Mestre que por um crime hediondo – cobrar uma divida de Fidel durante o ensino médio – foi condenado a passar 20 anos como preso político.”, sugere Humberto Fontova.

Fidel Fernandes Castro ficou conhecido em todo o mundo após expulsar o ditador Fulgêncio Batista de Cuba. Apoiado pelos Estados Unidos, Fidel derrubou o governo com o propósito de implantar o socialismo e a igualdade em Cuba, livrando a pequena ilha da destruição ambiciosa de Batista. Poucos cubanos sabiam, porém, que ele se tornaria um ditador ainda mais cruel que Batista.

O livro desfaz mitos frequentemente repetidos sobre Cuba, como a ideia de que o comunismo provocou “inegáveis avanços na saúde e na educação” e de que os problemas econômicos da ilha são resultado do bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

Fontova mostra que Cuba – que já foi a 11ª nação com o maior padrão de vida do mundo – tem hoje uma realidade pior do que a do Haiti. Os cubanos vivem sob o domínio total do governo, sem direito a propriedades, ao simples direito de ir e vir, ao consumo livre e a liberdade de expressão. “Hoje mais de 20% da população de Cuba está nos Estados Unidos e os outros 80% - excluindo é claro os privilegiados membros de La Revolución – sonha em fugir de lá”, afirma Fontova. Para o autor, Fidel e sua quadrilha destruíram a economia do país, tornando o país dependente financeiro das grandes potencias e um fiel escudeiro do narcotráfico internacional.

Desde o paredón de La Cabaña, a principal prisão política da ilha, Cuba já teve mais de 500 mil presos políticos. Nos três primeiros meses da Revolução foram registrados mais de 500 fuzilamentos. De acordo com Fidel, no entanto, não existem desaparecidos políticos em Cuba, e ai de quem disser o contrário.

Por que os Estados Unidos, a ONU, as celebridades politicamente corretas e os engajados sociais pelo mundo defendem esse homem como um grande governante? Essa é a grande pergunta de Humberto Fontova em seu livro. É possível condenar ditadores como Augusto Pinochet e Adolph Hitler e passar a mão na cabeça de um homicida como Fidel Castro? Quem clama pelos direitos civis dos cubanos aprisionados em Cuba?

Fidel – o tirano mais amado do mundo” aponta o porquê desse favoritismo por Fidel e alerta para o perigo de usar a ideologia para mascarar ditaduras.

“Fidel ensinou ao mundo que a realidade não importa. Assassine, empobreça tiranize o povo de um país por conta e risco, mas proclame-se um comunista, que as pessoas de esquerda pelo mundo afora vão amar você.” Humberto Fontova

Ficha Técnica
Título: Fidel – O tirano mais amado do mundo
Autor: Humberto Fontova
Editora: Leya
Nº de páginas:352

Sobre o autor
Humberto Fontova nasceu em Havana em 1954 e fugiu da revolução de Fidel Castro em 1961 com a família. Seu pai foi mantido brevemente em Cuba como um prisioneiro político, enquanto Humberto e o restante da família eram aceitos como refugiados políticos nos Estados Unidos. Hoje Humberto mora em Nova Orleans com a mulher e três filhos. Cientista político formado pela Universidade de Nova Orleans e mestre em estudos latino-americanos pela Universidade de Tulane, é colunista semanal e influente comentarista político em língua inglesa e espanhola. Escreveu outros quatro livros, entre eles O Verdadeiro Che Guevara.

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