quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Serra monta comitê evangélico e faz périplo por igrejas



Tucano vai a cultos sem divulgar na agenda e já conseguiu apoio da Igreja Mundial e do principal tronco da Assembleia de Deus

Paulo Gama e Rodrigo Vizeu | Folha de S. Paulo

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, vem fazendo um périplo por igrejas evangélicas na tentativa de atrair apoio de seus líderes.

A importância dada ao segmento motivou a criação de uma espécie de comitê evangélico, vinculado à coordenação de mobilização da campanha, que responde pela aproximação com o setor.

Desde abril, depois de ter sido escolhido candidato pelo PSDB, Serra já foi recebido por nove denominações, segundo Geraldo Malta, responsável pelo contato com os evangélicos. Os encontros, no entanto, não são divulgados em sua agenda pública.

De acordo com a campanha, isso acontece para não tumultuar as celebrações, em respeito aos religiosos que fazem os convites.

Entre as igrejas que já declararam apoio a Serra estão a Convenção Geral das Assembleias de Deus, principal tronco institucional da maior denominação pentecostal do país, e a Igreja Mundial.

Nos encontros, a presença de Serra costuma ser anunciada aos fiéis pelo líder religioso, que pede uma oração em sua direção. Das igrejas, a campanha costuma ouvir pedidos pela regularização de templos e pela intensificação de parcerias de suas associações com a prefeitura.

Líder no Datafolha com 30% das intenções de voto, Serra tem desempenho pior entre evangélicos: 25%.

Celso Russomanno (PRB), tecnicamente empatado com Serra na liderança com 26%, cresce no setor: vai a 34%.

Russomanno já tem apoio da Universal, ligada ao PRB, e iniciou ofensiva sobre igrejas que tinham o apoio a Serra dado como certo, como a Renascer. Ontem, a igreja recuou e deve anunciar sua decisão sobre quem apoiar nos próximos dias.

Hoje, Russomanno participa de gravação em TV vinculada à Igreja da Graça. O ex-deputado investe no apoio da denominação, apesar de a campanha de Serra e um aliado da igreja considerarem o acordo fechado com o tucano.

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