segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Número de assassinatos no Brasil é mais elevado do que em zonas mundiais de guerra


Brasil: mais violento do que nações em guerra

Jim Kouri | Examiner.com
Título original: Number of Brazilian murders higher than global war zones
Traduzido por Luis Gustavo Gentil
via Julio Severo

A taxa de homicídios no Brasil é quatro vezes maior do que a dos EUA, e as taxas de outros tipos de crime também são similarmente maiores, de acordo com um estudo de uma organização publicado em dezembro do ano passado. 

Enquanto as autoridades do governo e órgãos de mídia americanos costumam lembrar sua população das taxas de homicídios e de outros crimes no México, um estudo feito pelo Instituto Sangari, responsável pelo Mapa da Violência, alega que mais de um milhão de pessoas foram assassinadas no Brasil nos últimos 30 anos.

De acordo com o estudo da Instituição divulgado em dezembro, os brasileiros sofreram mais assassinatos em seu próprio país do que as pessoas que vivem em nações imersas em guerras e revoluções violentas.

Os analistas do Sangari afirmam que o número de homicídios no Brasil aumentou em 259% nas últimas três décadas, pulando de 13.910 em 1980 para 49.932 em 2010. O que é chocante para muitas pessoas é que o Brasil não possui disputas territoriais, movimentos de emancipação ou guerras civis, religiosas, raciais ou étnicas.

A taxa de homicídios aumentou 124% no período de 30 anos, subindo de 11,7% para 26% de assassinatos por grupo de 100.000 habitantes.

O estudo revela que entre 2004 e 2007, 192.804 pessoas foram assassinadas no Brasil, ultrapassando as 169.574 pessoas mortas nos doze maiores conflitos armados do mundo durante o mesmo período.

O Brasil sofreu homicídios mais frequentes em pequenas cidades e áreas rurais desde a metade da década de 90, conforme o relatório. Ao mesmo tempo, durante os últimos sete anos, a taxa de homicídios nas áreas metropolitanas do Brasil registrou queda contínua, enquanto que a taxa nas áreas rurais aumentou consideravelmente, pois a repressão policial nas grandes áreas metropolitanas forçou os criminosos a se mudarem para outras regiões, de acordo com os analistas do estudo.

“Devemos implementar políticas públicas para lidar com o aumento da violência nas áreas rurais, principalmente nas regiões de fronteira”, afirma o estudo.

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