quinta-feira, 12 de abril de 2012

França avança na adoção de medidas contra islamismo radical

O Conselho de ministros aprovou nesta quarta-feira um novo arsenal de medidas para lutar contra o islamismo radical na França. As ações foram anunciadas pelo presidente Nicolas Sarkozy, após os sete assassinatos cometidos pelo jovem jihadista Mohamed Merah. Este projeto de lei, que será submetido ao Parlamento somente depois das eleições, prevê sanções penais para consultas a sites extremistas, assim como para viagens ao exterior, com o objetivo de "monitorar o trabalho de doutrinação".


A "incitação ao terrorismo e a apologia de tais atos" também devem ser considerados um delito criminal. O presidente francês anunciou essas medidas poucas horas após a morte, em 22 de março, de Mohamed Merah, abatido por policiais que invadiram seu apartamento em Toulouse (sudoeste), onde estava escondido.


Este jovem francês de 23 anos, que se dizia leal à Al-Qaeda, matou sete pessoas - três soldados, três estudantes e um professor de uma escola judaica - e provocou enorme comoção no país. A porta-voz do governo francês, Valérie Pécresse, explicou nesta quarta-feira que o projeto de lei, se aprovado, criará um novo delito. "Qualquer pessoa que consulte de maneira habitual, sem motivo legítimo, sites que estimulam ou fazem apologia ao terrorismo e que para este propósito utilizem imagens de atos terroristas prejudiciais à vida, serão punidos".
Ele também prevê que "qualquer pessoa francesa ou residente em território francês, que vá ao exterior com o objetivo de acompanhar o trabalho de doutrinação das ideologias que levam ao terrorismo, principalmente participando nos campos de treinamento, pode ser processado criminalmente e condenado em seu retorno à França", acrescentou. "Esta é uma grande mudança. Antes, uma pessoa, para ser observada, precisava ter cometido um crime de terrorismo em solo francês", lembrou.


A oposição de esquerda indicou que não iria votar essas medidas, apresentadas, segundo ela, de forma precipitada sem uma reunião do Parlamento para que sejam adotadas antes da eleição presidencial de 22 de abril e 6 de maio.


Fonte: AFP | Terra

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