quinta-feira, 22 de março de 2012

Rabinos criam telefone Kosher



Como telefonar no dia sagrado sem violar as leis religiosas? Essa pergunta foi respondida pelos inventores do “Shabbat Phone”, um telefone especial para judeus praticantes que queiram fazer ou receber ligações durante o dia de descanso judaico, no qual esse tipo de ação é proibida.


Pelas leis religiosas do Judaísmo, é proibido acionar aparelhos elétricos durante o Shabat (o sábado judaico, que, na verdade, começa ao anoitecer da sexta-feira e termina pouco mais de 24 horas depois). Isso porque a criação de qualquer tipo de energia é contra as leis do dia sagrado.


Mas agora, uma solução engenhosa pode fazer com que telefonar seja possível também para os religiosos, muitos deles profissionais como médicos ou militares que precisam estar à disposição continuamente. Se trata de um telefone que se mantém ligado o tempo todo e a corrente elétrica que passa por ele apenas aumenta quando recebe ou faz uma ligação. Dessa forma, o “Shabbat Phone” não “cria” energia, já que não precisa ser ligado.


Dozes telefones especiais foram encomendados nos últimos seis meses pelo escritório do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que conta com assessores religiosos.


Mas o aparelho não foi feito para que religiosos possam, agora, passar horas no telefone com amigos durante o Sábado judaico. Isso porque a ligação só pode durar, no máximo, 20 minutos. O rabino Israel Rosen, presidente da ONG Tzomet – que visa diminuir a distância entre religiosos e seculares, em Israel – informou ao jornal israelense Maariv que o “telefone Kosher” só foi aprovado pelos rabinos para uso por profissionais nas áreas de saúde, segurança e serviços públicos como água e eletricidade.


Essa não é a primeira solução moderna para as proibições do sábado judaico. Há tempos, hotéis em Jerusalém usam o chamado “elevador do Shabbat”, que fica ligado durante todo o período, abrindo as portas em todos os andares. Fora isso, muitas famílias religiosas deixam luzes e fogões elétricos ligados durante todo o Shabat para não “criar” energia.


Fonte: Daniela Kresch / O Globo

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