quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Prefeitura cassa licença de megatemplo em Guarulhos

Sem autorização do Corpo de Bombeiros, igreja não pode realizar eventos


Igreja Mundial do Poder de Deus reuniu 2 milhões de fiéis na inauguração do templo e gerou caos na região


Fernanda Barbosa | Folha de S. Paulo


A Prefeitura de Guarulhos (Grande SP) cassou a licença especial para eventos do templo da Igreja Mundial do Poder de Deus, devido à falta do auto de vistoria dos Bombeiros. A medida, tomada na última quinta-feira, proíbe a realização de cultos no local.


Segundo a prefeitura, os organizadores vão poder retomar os eventos assim que apresentarem o documento.


No dia 1º, a inauguração do templo, na altura do km 219 da via Dutra, contou com cerca de 2 milhões de pessoas, embora a licença permitisse no máximo 30 mil. A superlotação afetou o trânsito de três rodovias. O caso é investigado pela Promotoria.


O prefeito Sebastião Almeida (PT) entregou a licença de funcionamento provisória ao líder da igreja durante o evento, num momento em que o local abrigava mais de 100 mil fiéis. E a polêmica com o megatemplo não acaba por aí. No último dia 14, foi feita no local uma vigília que havia sido proibida pela Justiça.


O auto de vistoria dos bombeiros é emitido após visita ao local e comprovação de que todas as normas de segurança estão sendo adotadas. Caso haja alguma falha, os solicitantes têm 30 dias para repará-la -não foram divulgados os motivos de ele não ter sido concedido para a igreja evangélica.


A prefeitura diz que a licença provisória para a realização de eventos pode ser dada antes da emissão desse auto, desde que os organizadores provem que fizeram o pedido da vistoria aos bombeiros.


No caso da igreja, a prefeitura afirma, por nota, ter recebido o protocolo da solicitação. "A licença é fornecida sem o auto de vistoria, mas sua validade está condicionada à emissão do documento", aponta.


Questionada ontem pela reportagem, a igreja não se manifestou. No último dia 14, o apóstolo Valdemiro Santiago disse aos fiéis que sua igreja era alvo de perseguição, em discurso sobre a proibição de vigília pela Justiça.


Já sobre o caos causado na inauguração, o bispo Josivaldo Batista disse no dia 1º que os problemas ocorreram porque os fiéis não sabiam como chegar ao templo.

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