terça-feira, 29 de novembro de 2011

Filha do ex-ditador Stalin morre aos 85 anos nos Estados Unidos

Svetlana Peters morreu em Wisconsin aos 85 anos, de câncer no cólon. Ela deixou dois filhos dos dois primeiros casamentos na ex-União Soviética.

Do G1, com agências internacionais *




A única filha do ex-ditador soviético Josef Stalin, Svetlana Peters, que condenou o comunismo, morreu em 22 de novembro em Wisconsin, nos Estados Unidos, informaram autoridades nesta segunda-feira (28).


Ela morreu aos 85 anos, de câncer no cólon, de acordo com Benjamin Southwick, o procurador do condado de Richland County.


Svetlana Stalin se estabeleceu em Wisconsin, no centro do país, depois de se casar com o arquiteto William Peters, um aprendiz de Frank Lloyd Wright, no início dos anos 1970. Eles viviam em Spring Green, perto de Madison, tiveram uma filha, Olga, e então se divorciaram.


Sua deserção em 1967 da União Soviética, enquanto estava na Índia, envolveu a Agência Central de Inteligência (CIA), que a ajudou a ir aos Estados Unidos, onde foi recebida por repórteres. Ela denunciou o comunismo e seu pai e suas políticas, o chamando de 'um monstro moral e espiritual'.


Josef Stalin morreu em 1953 depois de três décadas de um regime brutal e foi considerado responsável pela morte de milhões de pessoas.


Svetlana Peters escreveu dois livros best-sellers, incluindo 'Vinte Cartas a Um Amigo' que rendeu a ela cerca de um milhão de libras esterlinas, ou 1,7 milhão de dólares. Mas em uma rara entrevista em 1990 ao jornal Independent, ela disse que não tinha dinheiro e nenhuma renda de seus livros e que estava vivendo com Olga em uma casa alugada.


Svetlana Peters, em foto tirada em abril de 2010 (Foto: Steve Apps/Wisconsin State Journal/AP)


Ela deixou dois filhos de seus primeiros dois casamentos na ex-União Soviética. Os dois casamentos também terminaram em divórcio.


Uma documentarista, Lana Parshina, a encontrou em uma casa de repouso em Wisconsin e a entrevistou para 'Svetlana Sobre Svetlana', um filme sobre sua complicada vida que o New York Times afirmou que 'valia uma novela russa'.


Em entrevista no ano passado ao Wisconsin State Journal, ela procurou retratar um comentário no filme em que disse que se arrependeu de vir aos Estados Unidos e que desejava ter ficado em um país neutro, como a Suíça.


'Estou muito feliz aqui', ela disse. 'Onde quer que eu vá, aqui ou Suíça, ou Índia, ou qualquer lugar. Austrália. Alguma ilha. Sempre serei uma prisioneira política do nome do meu pai.'
Ela tinha 6 anos quando sua mãe se suicidou, embora para ela tenha sido dito que estava doente. Seu irmão foi morto durante a Segunda Guerra Mundial com a Alemanha, quando seu pai se recusou a trocá-lo por um general alemão, segundo o Times.


Svetlana estudou história, não artes, como queria, seguindo a direção de seu pai. Stalin enviou o primeiro amor de Svetlana, um cineasta judeu, para a Sibéria. Ela se tornou tradutora e ensinou literatura e inglês.


(*) Com informações das agências Efe e Reuters.

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