quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A liberdade nos desafia a pensar no valor da vida

A libertação de Guilad Shalit e o fato dele conseguir regressar à sua casa nos comove profundamente e nos enche de alegria!


Depois de mais de cinco anos de cativeiro, dor e incerteza, o jovem soldado israelense foi libertado por seus raptores, a organização terrorista Hamas.


A troca de um israelense sequestrado pelo Hamas por mais de mil palestinos, muitos dos quais condenados por hediondos atos terroristas, nos recorda o ensinamento da tradição judaica: “Quem salva uma vida, é como se tivesse salvado o mundo inteiro”.


Sobre este princípio tão significativo se apoiou o Estado de Israel ao tomar a decisão de trazer Guilad Shalit de volta à sua casa, ainda que isso tenha implicado na liberação de mais de uma centena de criminosos.


Como tem ocorrido ao largo de da história judaica, não há uma celebração completa. Cada comemoração tem uma cota de dissabor.


Por salvar uma vida foram libertados mais de mil terroristas com sangue em suas mãos.


Esta troca combina aspectos muito distintos do que significa a liberdade, nos conduz a reflexão acerca do valor da vida:


Uma Vida por 1.027 presos, encarcerados por terem assassinados centenas de israelenses. Do outro lado, uma vida por 1.027 “heróis”, glorificados por terem manchado suas mãos de sangue e haver semeado o terror em Israel. Ficou mais ainda evidente a divergência que há entre a valorização da vida!


Jack Terpins
Presidente do Congresso Judaico Latino-Americano

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