quinta-feira, 7 de julho de 2011

Filme brasileiro A Paixão de Cristo nos dias atuais pode entrar no circuito de Festivais dos EUA

Manny`s Obituary, filme da Primeira Igreja Batista Brasileira de Los Angeles (PIBBLA), relata a incrível história da paixão de Cristo nos dias de hoje e pode entrar no circuito de festivais dos EUA.

(Foto: Manny`s Obituary)
Manny`s Obituary, filme da Primeira Igreja Batista Brasileira de Los Angeles (PIBBLA), relata a incrível história da paixão de Cristo nos dias de hoje.

Manny`s Obituary, filme da Primeira Igreja Batista Brasileira de Los Angeles (PIBBLA), relata a incrível história da paixão de Cristo nos dias de hoje e pode entrar no circuito de festivais dos EUA.
“Manny`s Obituary” é um curta metragem de 21 minutos escrito e dirigido pelo brasileiro, Andre Wacemberg juntamente com Alexander Aguirre (Diretor de Fotografia) e Dayane Melo (Produtor).
Como seria se Jesus tivesse vivido na Terra nos dias atuais? Como teria sido sua morte? Essas foram algumas das perguntas que Wacemberg, natural de Pernambuco, tentou explorar ao escrever o filme. Em entrevista ao The Christian Post, o diretor brasileiro fala sobre a história que ele criou a partir de ideias dos adolescentes da PIBBLA.

Entre as abordagens dos aspectos da vida de Jesus, Wacemberg disse que focou no lado de Jesus inocente, “que só fez o bem e mesmo assim morreu”. O filme retrata os personagens da história de Jesus como os adolescentes de um escola e como Manny – o Jesus nos dias de hoje – muda suas vidas.
A história dá início a partir de uma investigação em torno da morte de um adolescente conhecido como Manny (apelido para Emmanuel) que foi assassinado em uma escola pública de Los Angeles por membros de uma gangue. Tammy Hill (Maria Olsen) investiga sua morte com ajuda do estudante de direito Carlos (Josian Gattermeier).

Durante as investigações o corpo de Manny desaparece misteriosamente do necrotério, assim como Jesus desapareceu da tumba. E através de diálogos com adolescentes do filme personagens famosos da Paixão de Cristo são reconhecidos. Caberá à detetive Tammy aceitar os argumentos sobrenaturais descobertos durante o filme ou desvendar uma conspiração criminosa.

Wacemberg explica como os 12 apóstolos são representados nos dias de hoje pelos estudantes da escola. O Mateus, que era cobrador de impostos, nos dias de hoje é retratado como um menino que tirava dinheiro dos outros. Mas Manny transformou sua vida.

“O Manny o ensinou a não ser desse jeito, e a não tomar nada que não era devido”, disse Wacemberg ao CP.

O Pedro foi aquele que negou a Jesus, assim, no filme ele é aquele em que quando é interrogado pela detetive alega não ter tido nenhum envolvimento com Manny. “Quando a detetive vai investigar e lhe faz perguntas ‘Como era o seu envolvimento com Manny?’, ele vai negar dizendo ‘não eu nem conhecia esse cara’, assim como Pedro fez com Cristo”. Depois de sua negação, em vez do galo cantar, diz o diretor, é o sino da escola que toca.

Outros personagens da época de Cristo, retratados no filme, incluem Maria Madalena, que era a “menina da escola que ‘ficava’ com todos os caras da escola, e Manny a traz à liberdade, e ela perde essa conduta”.

Paulo, o perseguidor de Cristo, era o líder da gangue que matou Jesus. Fazendo a analogia com a passagem da Bíblia que diz que Paulo “caiu em terra” quando viu Jesus, no filme, ele cai da moto e fica em coma por três dias. “Ele tem uma visão de Manny e muda de vida, virando um dos seus discípulos”.

Tammy, a detetive que tem o seu nome como uma versão feminina de Tomé, representa aquela que só podia “acreditar vendo”. Ela vai surpreender no final quando ela mesma tem o encontro com Manny. “Já não tinha mais atestado de óbito, e ele está vivo”.

Andre Wacemberg, formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, idealizou o seu sonho de trabalhar na indústria cinematográfica. Foi principalmente na comunidade brasileira de Los Angeles que ele desenvolveu sua paixão pelas Artes, atuando em Teatros como ator, diretor e escritor.

A intenção de Wacemberg, é que o curta, que está sendo capaz de traduzir a mais incrível história do mundo para a linguagem de hoje, entre num circuito de festivais nos EUA. Segundo ele, esse é o caminho natural para um curta metragem. “Quem sabe no futuro até uma emissora evangélica possa emitir”, disse ele, almejando que ele se torne um longa.

Os DVDs já têm legenda em português e em espanhol e podem ser acessados pelo site.
Alan César Correa
Colaborador do The Christian Post

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