quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Que Jesus Perguntaria Ao Google?


Em uma época que as pessoas têm uma enorme dificuldade de lidar com o tempo, em que tudo é imediato e rápido, o Google exerce um grande papel, oferecendo uma resposta rápida a qualquer pergunta.

Perguntas como “Quem é Jesus de Nazaré?” já receberam aproximadamente 1.130.000 consultas no Google. Mas se isso é bom ou ruim o Google não tem como responder. As informações do Google vem de fontes diferentes. Assim é possível que muitas conduzam a pessoa a uma confusão espiritual.

Para um site espírita, por exemplo, Jesus é um espírito evoluído; já para um site budista, Jesus é o Iluminado. São informações que não necessariamente estão de acordo com a Palavra de Deus. Mas muitos oferecem como referência para as respostas, a própria Bíblia. Isso pode então sugerir que a melhor forma de buscar resposta para uma pergunta como “Quem é Jesus de Nazaré?” é examinando as escrituras.

Jesus Faz Perguntas

Jesus também fazia muitas perguntas, assim como as pessoas fazem hoje ao Google.

A primeira pergunta feita por Jesus na Bíblia foi dirigida aos seus pais carnais, quando sua mãe lhe disse “Filho, por que você fez isto?” Ele então, respondeu fazendo duas perguntas “Por que vocês estavam me procurando?” “Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?”.

Os Evangelhos também registram a última pergunta feita por Jesus, a qual foi feita antes de sua morte. Essa foi dirigida ao seu Pai espiritual “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Jesus Recebe Perguntas

O líder missionário da Servindo Pastores e Líderes (SEPAL), David Kornfield, em seu livro “O líder que Brilha”, escreveu que Jesus nos quatro Evangelhos recebeu aproximadamente 183 consultas (perguntas).

Se todas essas perguntas fossem feitas ao Google todos eles teriam uma resposta rápida. Mas seriam elas profundas? Das 183 perguntas feitas a Jesus, apenas 3 Ele respondeu diretamente. As demais, Ele respondeu com parábola, silêncio e muitas outras vezes com outra pergunta.

Mas Jesus, diferentemente do Google, parecia não querer, na verdade, dar respostas rápidas. Suas parábolas sugerem que a pessoa pensasse mais sobre a tal esperada resposta. (não é o caso do Google).

Segundo o Pastor Maurício Abreu, da Igreja Evangélica Batista Nacional (IEBN), as pessoas buscam “formação” mas sim “informação”, sugerindo que os Cristãos não devem buscar apenas uma informação superficial ou rápida, como é o caso do Google.

Alan César Corrêa é estudante de teologia da Faculdade Batista do ABC (FABC).
Colaborador do The Christian Post

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