quinta-feira, 16 de junho de 2011

O luto é para sempre

A experiência do luto é certeza para todos os vivos.
A intensidade da dor tem a ver com a qualidade do convívio bloqueado e também com as circunstâncias das mortes, algumas literalmente deitadas no nosso colo.
A vastidão da dor tem a ver com o modo como encaramos a vida. Lembremo-nos do rei Davi quando seu filhinho ficou doente. Enquanto o menino agonizava, ele agonizou junto. Quando o garoto morreu, o pai chorou, tomou banho, alimentou-se e voltou às suas atividades (2Samuel 12.15-23). Seu luto foi breve. Nem todos somos Davi. Nem todos temos que ser Davi. Mas todos nós gostaríamos que a dor da separação fosse menos vasta.
O luto é para sempre, mas a dor não precisa nos paralisar para sempre.
Ajudam-nos na vitória algumas atitudes:
. Devemos agradecer a Deus pela oportunidade que tivemos de conviver com este/esta que agora vive apenas em nossa memória.
. Precisamos revisar nossa história para que nenhuma culpa fique nela alojada. (O perdão divino inclui a certeza que não há nada hoje que possamos mudar no que aconteceu ontem.)
. Temos que nos envolver em atividades que façam nossos neurônios fazer outros encontros, compromissos que nos tornam úteis e nos mostram que a vida deve seguir.
. Podemos nos encher de esperança porque sabemos que há razões para confiarmos que Deus se importa com a solidão que vem com a morte de uma pessoa amada.

Por Israel Belo de azevedo

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