segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Polônia de Hitler


Hitler autorizou [Hans] Frank a "explorar implacavelmente essa relião como zona de guerra e país a ser saqueado, e reduzir a uma pilha de escombros sua estrutura econômica, social, cultural e política". Uma das principais tarefas de Frank consistiu em matar todas as pessoas influentes, como professores, sacerdotes, proprietários de terras, políticos, advogados e artistas. Em seguida, ele começou a rearranjar grandes masssas da população, num período de cinco anos, 860.000 poloneses foram desalojados e reassentados; 75.000 alemães apossaram-se de suas terras; 1.300.000 poloneses foram despachados para a Alemanha como mão-de-obra escrava; e 330.000 foram simplesmente fuzilados.

Com coragem e engenhosidade, a Resistência polonesa viria a sabotar as máquinas alemãs, descarrilar trens, explodir pontes, imprimir mais de 1.100 periódicos, fazer transmissões pelo rádio, lecionar em escolas secundárias e faculdades secretas (frequentadas por 100.000 estudantes), ajudar judeus a se esconderem, fornecer armas, fazer bombas, assassinar agentes da Gestapo, resgatar prisioneiros, montar peças teatrais em segredo, publicar livros, realizar proezas de resistência civil, convocar seus próprios tribunais e fazer mensageiros irem e virem de Londres, onde se encontrava o governo exilado. Sua ala militar, o Exército Nacional, incluiu no auge de suas atividades, 380.000 soldados...

Trecho do livro, O Zoológico de Varsóvia: a história de uma família que salvou pessoas e animais perseguidos durante a Segunda Grande Guerra, de Diane Ackerman

Imagem: Military Photos

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