sexta-feira, 27 de maio de 2011

Museu virtual retrata a vida nos gulags

Site reúne documentos digitalizados, fotografias e depoimentos de sobreviventes dos campos de trabalho forçado da União Soviética

por Heloísa Broggiato

Wulfstan / Creative Commons
Instalações desativadas de campo de prisioneiros construído em 1946 na província de Perm, na Rússia

Entre 1939 e 1953, um milhão de pessoas passou pelos gulags. O sistema de campos de trabalho forçado criado na Sibéria recebeu grande número de cidadãos vindos de territórios anexados pela União Soviética na Segunda Guerra Mundial, com o avanço do Exército Vermelho sobre os países bálticos e a Polônia. Além do choque de culturas, nacionalidades e línguas e os prisioneiros enfrentaram a exaustão, a fome, o frio e condições precárias de saúde. Famílias inteiras, incluindo crianças, eram obrigadas a trabalhar.

Recentemente, um grupo de 160 pesquisadores organizou um museu virtual com base em depoimentos de sobreviventes. O site reúne fotografias, documentos e arquivos sonoros, que contam o dia a dia nos campos de concentração soviéticos. Os vídeos são apresentados nos idiomas originais e acompanhados por um resumo em inglês.

http://museum.gulagmemories.eu/en/

Heloísa Broggiato é jornalista, tradutora, cientista política e mestre em política internacional e segurança pela Universidade de Bradford, na Inglaterra

Fonte: História Viva

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