domingo, 10 de abril de 2011

Como as religiões comemoram a Páscoa?

A Páscoa, ou a celebração da ressurreição de Cristo para os cristãos, é comemorada pela maioria das religiões. Mas os cultos que marcam a data são distintos, assim como o significado para as diferentes crenças.

Os católicos consideram a Páscoa como o momento de renovar o compromisso com Deus. De acordo com o bispo da Diocese de Criciúma, Dom Jacinto Inácio Flach, o principal ritual é a missa do Sábado Santo, também conhecida como Fogo Novo.

"Na ocasião, são acesas uma fogueira e uma grande vela benta. Por todo o Brasil, é muito comum ver grupos teatrais interpretando em praças públicas a trajetória de Jesus, da crucificação à ressurreição", informa.

Já os evangélicos se concentram mais no domingo. Como forma de lembrar a última ceia de Cristo, comem-se ervas amargas. Muitos comemoram acompanhando o nascer do sol em lugares altos ou na igreja. Depois, são realizados cultos em homenagem à ressurreição.

Entre os espíritas, não há um ritual específico para comemorar o dia. “A ressurreição é entendida pelos kardecistas como uma manifestação do espírito de Jesus percebida por meio da mediunidade. Nós não acreditamos no retorno de Cristo em seu corpo, após a morte. Sua missão é sempre lembrada como exemplo de aprimoramento espiritual e moral”, explica o espírita Carlos Alberto.

Judeus comemoram o fim da escravidão

Para os judeus, a comemoração da Páscoa tem origem na festa hebraica chamada de Pessach, palavra que significa “passagem”. Diferentemente do cristianismo, o judaísmo não celebra a ressurreição de Cristo, mas a história da libertação dos judeus da escravidão no Egito, contada no Antigo Testamento.

Apesar da diferença de significado, o nome da festa cristã é semelhante ao da judia porque a Paixão de Cristo aconteceu na mesma época em que se comemorava a Pessach, mas elas dificilmente caem na mesma data.

Jantares marcam as duas primeiras das oito noites da celebração dos judeus. Tradicionalmente, come-se carne de carneiro, ervas amargas e o matzá, um tipo de bolacha não fermentada, feita de farinha de trigo e água, que relembra a luta dos antepassados.

Fonte: A Tribuna

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