domingo, 17 de abril de 2011

Americanos são contra censura a termos racistas em obra de Mark Twain, aponta pesquisa


Expressões racistas em clássicos da literatura não causam polêmica apenas no Brasil. Uma pesquisa realizada nos EUA aponta que apenas 13% dos americanos apoiam mudanças para extirpar termos racistas no livro "Huckleberry Finn", de Mark Twain, considerado uma das principais obras da literatura americana. Outros 77% são contra, sendo que 59% se opõem fortemente à mudança.

Da mesma forma que Monteiro Lobato por aqui, Mark Twain enfrenta o processo de revisão em um de seus livros. Há um movimento para mudar a palavra "nigger" (expressão pejorativa para negro) para "slave" (escravo) todas as vezes em que ela aparece no livro. Uma nova edição da NewSouth Books modifica mais de 200 palavras da obra, publicada pela primeira vez em 1884.

A NewsSouth alega que sua edição é uma "alternativa para professores que queiram usar o livro em sala de sala, mas não podem apresentar a versão original por conta de pressões de pais e administradores pela exclusão de livros."

Apesar de apoiarem censura em outras situações, conservadores tem a mesma tendência que liberais e moderados de se opor a essa mudança (76%, 77% e 78%, respectivamente). Homens brancos têm uma maior tendência a ser contra a mudança (80%) do que hispânicos (71%) ou negros (63%).

De acordo com a pesquisa, a maioria dos americanos (56%) acredita que nenhum livro deve ser banido e apenas 18% afirmam que alguns devem, sim, ser proibidos. Quanto maior a idade e menor o nível de educação, maior a tendência da pessoa ser a favor de proibições.

A porcentagem aumenta, no entanto, quando a pergunta muda para quais livros devem estar disponíveis em escolas. Cerca de um quarto dos americanos acredita que o Torah (24%) e o Alcorão (28%) não devem ser colocados em bibliotecas escolares, contra 11% em relação à Bíblia e 16% para livros sobre a teoria da evolução. Os que apoiam a presença desses livros em escolas são 59% para o Torah e 57% para o Alcorão. Esse número chega a 83% no caso da Bíblia e 76% em relação a livros sobre a evolução.

Cerca de metade dos americanos acha que as crianças podem ter acesso a livros sobre vampiros (57%), com referências a drogas ou álcool (52%) e bruxaria (50%) em bibliotecas, mas entre 34% e 41% dizem que esses livros não devem estar presentes nos bancos escolares.

Não há consenso em relação a livros com referências sexuais (48% a favor e 45% contra) e violência (44% a favor e 48% contra). A maioria, no entanto, concorda que escola não é lugar de livro com palavrão: 62%. A pesquisa da Harris Poll ouviu 2.379 adultos entre 7 e 14 de março.

Fonte: O Globo

Um comentário:

Anônimo disse...

Com o advento esquerdopata nos governos do ocidente a falsa moralidade tomou conta. A única coisa que essa gente entende é o de extirpar de sua esfera de domínio os verdadeiros valores e princípios morais.