quarta-feira, 16 de março de 2011

A cultura do politicamente correto ameaça a liberdade de expressão


Instituto Millenium

O painel “Politicamente correto e Liberdade de expressão” foi o que mais levantou polêmicas no seminário “Liberdade em debate”. Já era de se esperar que tanto o tema, quanto o encontro dos jornalistas Marcelo Tas (CQC), Leandro Narloch (ex-Veja) e Reinaldo Azevedo (Veja) com o economista Rodrigo Constantino (Instituto Millenium) sob a mediação da jornalista Monica Waldvoguel (TV Globo) fosse esquentar a tarde de 16 de março no Rio.

Todos “trocaram” divergências e só concordaram em um aspecto: a cultura do politicamente correto ameaça a liberdade de expressão, é um risco para a democracia e está tornando o mundo mais chato para o indivíduo e para as crianças.

O colunista da revista “Veja”, Reinaldo Azevedo, criticou a doutrinação dos livros didáticos que contam que a história do Brasil se fez colhida à má fé. Para o jornalista, quando o assunto atinge os pequenos é ainda mais sério do que a doutrinação que ocorre nas universidades: “Nas academias, o povo sabe se defender, mas nas escolas não”, disse.

Para o economista Rodrigo Constantino, o ambientalismo, que ele chama de ecoterrorismo, está contaminado pelo politicamente correto: “Eu não quero saber de nenhum papo de mundo melhor, a gente sabe o que isso produz.”, afirmou contundente.

O apresentador do CQC, Marcelo Tas também criticou o discurso politicamente correto presente na onda verde e comentou: “A gente vive num mundo muito imperfeito e a energia perfeita, pura, o mundo higienizado da maneira que estão cobrando não existe.” Ele citou a energia heólica que vem sendo sugerida como opção à energia nuclear por causa do atual tragédia no Japão: “Ela é vendida como energia puríssima maravilhosa, mas aí começaram a surgir números de pássaros mortos, coisa de 400 mil , em lugares onde a energia funciona.”, alertou.

A posição do jornalista Leandro Narloch no debate foi contra o patrulhamento ideológico. E ele citou um caso em uma campanha da Volkswagen em que o público se sentiu ofendido e a empresa resolveu retirar o comercial do ar. “Não precisou de Estado nenhum para interferir e retirar a campanha”, disse.

Com um tom provocador e bem-humorado, o painel também foi responsável por ótimas frases. Veja algumas delas abaixo:

“A propaganda para criança está sendo demonizada de uma maneira muito preocupante” – Marcelo Tas.

“Quem pode ser contra a saúde? Ninguém é contra a saúde. O direito de escolha se contrapõe ao direto da saúde? A democracia me dá o direito inclusive de ser contra as coisas boas. Desde que eu não vá violar direitos do outro democraticamente estabelecidos para impor a minha vontade. “- Reinaldo Azevedo

“Leandro, como você pode ser politicamente incorreto e correto?”- Mônica Waldvoguel.

“Eu tentei fazer uma matéria sobre os benefícios do cigarro e perguntaram se eu estava louco” – Leandro Narloch

“Eu não acho que tudo se resolva num confronto esquerda X direita”. – Reinaldo Azevedo

“Existe uma lenta deterioração da liberdade de expressão”- Reinaldo Azevedo.

“Quem quer eliminar meu blog da blogosfera são eles (acusa o governo anterior). Eu jamais enviei um pedido do tipo para qualquer empresa pedindo para retirarem algo do ar.”Reinaldo Azevedo

“Qual foi o crime que ele cometeu? Transar com suecas sem camisinha ?”- Marcelo Tas sobre Julian Assange, fundador do WikiLeaks

“A gente vive num mundo em o mais importante é essa tentativa, deixamos nossas almas se fricionarem.” – Marcelo Tas

“A academia já foi prejudicada pelo pensamento politicamente correto? A produção intelectual no Brasil é uma máquina de marxistas”. – Leandro Narloch

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