terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Muçulmanos participam de homenagem a judeus mortos em Auschwitz

Reuters/Brasil Online/O Globo

Muçulmanos influentes participaram na terça-feira, ao lado de judeus e cristãos, de uma homenagem às vítimas do campo de extermínio nazista de Auschwitz, num gesto destinado a refutar as ideias de quem nega o Holocausto, como é o caso do presidente do Irã.

Cerca de 200 dignitários de todo o mundo islâmico, de Israel, de países europeus e de entidades internacionais como a Unesco participaram da visita, que incluiu orações em árabe, iídiche, inglês e francês.

"Precisamos ensinar nossos jovens nas mesquitas, igrejas e sinagogas sobre o que aconteceu aqui", disse o grão-múfti bósnio, Mustafa Ceric, à Reuters.

"Este terrível lugar deveria servir de lembrança a todas as pessoas de que a intolerância e a falta de compreensão entre as pessoas podem resultar em ... lugares como Auschwitz."

Durante a Segunda Guerra Mundial, cerca de 1,5 milhão de pessoas, a maioria judeus, pereceram em Auschwitz, que fica perto da aldeia polonesa de Oswiecim.

Os organizadores da visita disseram que o objetivo do evento era rejeitar a visão, defendida com ênfase pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, mas também presente em outras partes do mundo islâmico, de que o Holocausto não aconteceu.

"Escolhemos dar prioridade aos representantes do mundo árabe e islâmico, e a razão para isso é clara", disse Anne-Marie Revcolevschi, do Projeto Aladdin, que trabalha pela construção de laços entre judeus e muçulmanos.

"É principalmente de alguns desses países que saem os discursos e documentos que servem de veículo para a negação (do Holocausto), para o ódio e o antissemitismo", disse ela em declarações divulgadas antes da visita.

(Reportagem de Wojciech Zurawski)

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