terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Israel acusa Irã de criar células terroristas em outros países

O presidente israelense, Shimon Peres, afirmou nesta terça-feira que o Irã está criando "células terroristas visíveis e ocultas" em países do Oriente Médio e da América Latina e advertiu que a ameaça do regime do presidente Mahmoud Ahmadinejad afeta todo o mundo e não apenas Israel.

Peres deu esta declaração no Congresso dos Deputados, no marco de sua visita oficial à Espanha para comemorar o 25º aniversário das relações entre ambos os países.

"O Irã alimenta o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza com terrorismo e armas, e está criando células terroristas visíveis e ocultas em outros países do Oriente Médio e, inclusive, da América Latina", disse Peres sem fornecer mais detalhes.

O chefe de Estado israelense ressaltou que o terrorismo "pode chegar a todas as partes" e citou como exemplo os atentados de Madri de 11 de março de 2004, no qual 191 pessoas morreram.

Segundo Peres, o programa nuclear iraniano "é uma ameaça para os países moderados" e "um perigo para a paz do mundo inteiro".

Ele mostrou-se convencido de que "o mundo não se ajoelhará perante o ódio" que emana do chefe supremo da Revolução do Irã, a quem chamou de "líder do fanatismo e da incitação".

Também manifestou sua confiança em que o povo iraniano conseguirá derrubar o regime de Teerã, como ocorreu no Egito e na Tunísia.

Peres afirmou que Israel "está feliz em ser testemunha" das revoltas no mundo árabe e acrescentou que acredita que a democracia será estendida pela região.

Segundo ele, agora é o momento de retomar as negociações com os palestinos, interrompidas em setembro passado, quando Israel retomou a construção nas colônias judaicas na Cisjordânia.

"Voltemos imediatamente à mesa de negociação. Esta tempestade é também uma oportunidade", disse Peres.

O presidente israelense pediu aos palestinos que não imponham condições prévias e que apresentem propostas "pragmáticas e estipuladas" a fim de tornar a paz viável, em alusão à pretensão da Autoridade Nacional Palestina (ANP) de declarar este ano seu próprio Estado com ou sem um consenso com Israel.

Também ressaltou o desejo do Governo israelense de conseguir uma paz verdadeira com todos seus vizinhos, inclusive Síria e Líbano, aos quais pediu que não se transformem "em reféns do Irã".

Fonte: Terra

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