sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Frei Betto garante reprovação no Juízo Final

por Augusto Nunes

Frei Betto não precisa fazer mais nada para ser espetacularmente reprovado no Juízo Final. Mas faz questão de ampliar o mastodôntico acervo de pecados com artigos em que até as vírgulas parecem falsas e as teses são tão verdadeiras quanto a fé religiosa do autor. A fantasia da semana foi concebida para explicar que tanto a discurseira destrambelhada de Lula quanto o silêncio obtuso de Dilma Rousseff são música pura. A ópera da batina doida pode ser resumida em uma linha: “Lula é uma escola de samba. Dilma uma ópera ou sinfonia do Teatro Municipal”.

Nada a estranhar. Nas dedicatórias dos livros que dá de presente aos amigos, Frei Betto rabisca a seguinte frase antes da assinatura: “Do irmão em Cristo e em Castro”. Isso mesmo: ele junta no mesmo andor Jesus e Fidel (e acha que o barbudo de Nazaré só pode orgulhar-se da companhia do decrépito barbudo da Adidas). É compreensível que, sem ficar ruborizado, ouça o falatório mambembe de Lula com o olho rútilo de quem degusta o melhor samba-enredo da história do carnaval. É natural que, sem cobrir o rosto, enxergue uma partitura de Bach na cabeça de Dilma — um deserto de neurônios sem nada de relevante a dizer.

Leia na seção História em Imagens o texto do jornalista Celso Arnaldo Araújo sobre o discurso de Dilma Rousseff em Aracaju. Veja o vídeo com os melhores/piores momentos. Releia a frase de Frei Betto. E renda-se ao sentimento da vergonha alheia.

Nenhum comentário: