terça-feira, 4 de janeiro de 2011

'Sansão e Dalila' é primeira trama inteiramente HD da Record

Mariana Trigo

A Record aposta em sua intimidade com a Bíblia e a familiaridade com a religião na minissérie Sansão e Dalila. Depois da bem-sucedida A História de Ester, a emissora estreia, no dia 4, a produção de 16 capítulos. A trama inaugura o investimento da emissora na captação, produção e exibição de todos os seus produtos de dramaturgia em tecnologia HD. Com imagens cinematográficas e externas em Minas Gerais, Ceará e no Rio Grande do Norte, entre dunas e locações paradisíacas, a história conta a vida de Sansão, um heróico hebreu capaz de derrotar um exército de mil homens e matar um leão com as próprias mãos.

Fernando Pavão protagoniza a produção ao lado de Mel Lisboa, que vive a sedutora Dalila, mulher que mudou o destino do guerreiro que viveu por volta de mil anos antes de Cristo. Segundo o autor Gustavo Reiz, que pela primeira vez assina sozinho uma trama na TV, sua principal preocupação foi ser absolutamente fiel à história bíblica. Mesmo assim, teve de criar mais 30 personagens para que a trama tivesse conflitos que sustentassem a dramaticidade da história do judeu superforte, que perde seus poderes ao ter os cabelos cortados a mando de Dalila. "É difícil contar uma história mundialmente conhecida", ressalta Gustavo.

A trama segue a ordem cronológica da narrativa original, entremeada por elementos de humor, romance, suspense e muita ação. A minissérie começa com o nascimento de Sansão, um guerreiro hebreu que nasce de uma mãe estéril após a aparição de um mensageiro de Deus. Invencível em todas as suas batalhas, Sansão só não pode cortar os cabelos, pois está preso a uma promessa feita a Deus. "A única força que consegue vencê-lo é seu amor por Dalila. Ele fica hipnotizado por aquela mulher", explica Fernando Pavão.

Após se casar com a rica filistéia Ieda, de Rafaella Mandelli, e ser odiado pelo soldado Faruk, de Miguel Thiré, Sansão é traído por Ieda, que revela o segredo de uma aposta que ele faz contra os filisteus. Logo depois, Sansão se apaixona novamente por uma filistéia, a sedutora cortesã Dalila, de Mel Lisboa. "A história dela é muito triste e me emociona muito. Chorei demais durante todo o processo, pela a vida difícil que ela teve", destaca Mel Lisboa.

Mas os momentos mais sofridos da produção foram as sacrificadas gravações externas em locais inóspitos. A equipe passou mais de um mês gravando sob altas temperaturas e rajadas de vento no Nordeste. "No primeiro dia de gravações, ventou atipicamente. Mas tive o vento como um elemento de cena e um personagem da história", avalia o diretor João Camargo, que teve de convencer a direção da emissora que o cenário ideal para a trama seria ao ar livre, em locais que remetessem à antiga cidade de Gaza. "Tive de provar que o cenário mais importante da história era a natureza. O elenco padeceu muito nas gravações e hoje vejo que eles gostaram de sofrer comigo", acredita o diretor.

Para aumentar o martírio, o pesado figurino era repleto de peles de animais e tecidos rústicos envelhecidos. Enquanto as atrizes sofriam com os quentes cabelos alongados por megahair, os atores eram adornados por barbas fartas e muitos pêlos. "Foi um trabalho artesanal. Usamos quilos e mais quilos de pêlos", ressalta o caracterizador Vavá Torres. "Todas as cenas vão exibir nosso trabalho tentando mostrar com veracidade como as pessoas reagiam naquela época. Elas quase não comiam, dormiam pouco, lutavam muito. É um trabalho de entrega e doação como há muito não fazíamos", valoriza Maria Silvia, preparadora do elenco.

Fonte: Terra

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