sábado, 29 de janeiro de 2011

Numa Jerusalém dividida por etnias e religiões, exemplos de coexistência


Rosiane Rodrigues

Numa Jerusalém partida, onde judeus ultraortodoxos, sionistas, etíopes, refugiados das guerras da África, palestinos e cristãos dividem espaços geográficos muito bem definidos, apostar na união das diferenças é tarefa para uma parcela da população que acredita que coexistir é possível. São pessoas que tentam construir sonhos dos escombros. Sabem que jamais serão iguais em suas formas de expressão, mas buscam o respeito e a convivência, tentando aprender com o outro e respeitar seus próprios limites.

O israelense Idan Raichel não acredita em fronteiras. Há dez anos montou uma banda com músicos de várias nacionalidades e etnias. O resultado? Um som que mistura atabaques africanos, sons árabes, idiomas que vão do hebraico ao espanhol, passando pelo inglês. No palco vemos iemenitas, etíopes, árabes, sulamericanos... Uma diversidade quase nos moldes de uma terra multicultural chamada Brasil.

O grupo apresenta-se em vários países da Europa e faz shows beneficentes para angariar fundos para o projeto Save Heart Child — coordenado por Márcia Kelner e que opera crianças com risco de morte por problemas cardíacos. No dia 14 de abril, o Idan Raichel Project estará no Rio de Janeiro, numa apresentação do Viradão Cultural.

Troca de experiências

Na sala de cirurgia do Save Heart Child, os cirurgiões Huri e Otsman unem suas experiências para salvar o pequeno Osama, de quatro dias. Huri é israelense. Otsman, palestino. O bebê nasceu na Faixa de Gaza e é portador de uma doença congênita.

Otsman se prepara para pôr em prática técnicas de cirurgia cardíaca infantil nos hospitais da Faixa de Gaza.

— Muitas crianças morrem por não termos condições de operá-las — diz o palestino.

Fonte: Extra Online

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