quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cardeal Koch: cristianismo é atualmente a religião mais perseguida do mundo

"A missão da Igreja não se dá hoje mediante campanhas publicitárias voltadas ao consumo, nem através de uma disseminação de documentos, e nem mesmo através da mídia. O meio decisivo mediante o qual Deus resplandece no mundo somos nós mesmos, cristãos batizados, que vivemos de modo crível a nossa fé, e assim fazendo damos um rosto pessoal ao Evangelho."

Foi o que afirmou o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, na missa celebrada neste domingo na igreja romana de Santa Catarina de Sena em Magnanapoli, sede principal do Ordinariato militar.

Para "dar tal testemunho – observou o purpurado – nós cristãos devemos empenhar-nos com determinação em favor da liberdade religiosa. De fato, esse direito está profundamente radicado na dignidade da pessoa".

"A fé cristã é atualmente a religião mais perseguida no mundo – acrescentou. Somente em 2008, dos 2,2 bilhões de cristãos no mundo, 230 milhões foram vítimas – por causa de sua fé – de discriminações e desrespeito; por vezes, de violentas hostilidades, e até mesmo de verdadeiras perseguições. Isso significa que 80% das pessoas que são hoje perseguidas por causa da sua fé são cristãs" – ponderou.

"Recordar, em nossas orações, os cristãos perseguidos pode também fortalecer a nossa responsabilidade ecumênica" – ressaltou o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. De fato, todas as comunidades cristãs têm os seus mártires.

"Apesar do drama das divisões entre as Igrejas, essas testemunhas firmes da fé mostraram que Deus mesmo mantém entre os batizados a comunhão num nível mais profundo, mediante uma fé testemunhada com o sacrifício supremo da vida" – disse.

Segundo o Cardeal Koch, nessa dimensão martirológica do ecumenismo "deve ser identificada a alma da espiritualidade ecumênica, hoje tão necessária: ao tempo em que nós, como cristãos e como Igrejas, vivemos nesta Terra numa comunhão imperfeita, os mártires na glória celeste encontram-se desde já numa comunhão plena e perfeita".

"Que o sangue dos mártires do nosso tempo – foi o seu auspício final – se torne um dia semente de unidade plena do Corpo de Cristo, unidade que já é fundamentada no Batismo". Viver como cristãos e como Igreja "significa viver como batizados. De fato, o Batismo é o arco-íris de Deus em nossa vida, a promessa de seu grande Sim, a porta da esperança e o indicativo que nos mostra o que significa viver como cristãos".

Em sua saudação ao Cardeal Koch, o Ordinário militar Cincenzo Pelvi defendeu que a liberdade religiosa é "a liberdade das liberdades". Sem ela, "toda e qualquer liberdade não somente não é possível, como também não é verdadeira". (RL)


Fonte: Rádio Vaticano

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