quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Terra Santa tem recorde de turistas

Os feriados do Natal e do Réveillon deste ano devem levar cerca de 3,4 milhões de turistas a Jerusalém, Belém, Nazaré e outras cidades sagradas em Israel e na Cisjordânia. A informação é do Ministério do Turismo israelense, que aponta que pelo menos 2,4 milhões dos turistas são cristãos.

Belém, Nazaré e outras cidades sagradas para os cristãos estão sob poder dos palestinos. "Não temos disputa alguma no que diz respeito aos peregrinos na Terra Santa porque isso é uma ponte para a paz", disse o vice-diretor-geral de Turismo israelense, Raphael Ben Hur, ressaltando os benefícios econômicos da cooperação com a ANP (Autoridade Nacional Palestina). "Com todo o respeito aos políticos, eu preciso dizer que é muito difícil dividir a Terra Santa. Você não pode dizer para um hóspede vir a Jerusalém e não ir a Belém."

Palestinos e israelenses travam guerra histórica que eleva a tensão na região e causa vítimas constantes. Por medida de segurança, Israel alega que os turistas que pretendem seguir para Belém devem ingressar na cidade sagrada por meio de Jerusalém - que está sob controle de Israel. Há posto de checagem israelense e um muro de separação, de oito metros de altura, cercando a cidade.

"Há muitas questões que estão enraizadas no conflito político", disse o ministro do Turismo palestino, Khaloud Daibes. "A ocupação não pode ser embelezada. Israel ainda está monopolizando o turismo para seu próprio benefício e colocando muita pressão sobre o nosso lado."

NATAL

Independentemente dos conflitos entre palestinos e israelenses, grupos de turistas puderam admirar as luzes de Natal na Praça da Manjedoura - em Belém - e enfrentaram longas filas para entrar na Igreja da Natividade.

Para as autoridades palestinas, é fundamental conseguir que guias licenciados possam trabalhar em Israel. O acordo estaria previsto em atos assinados por representantes de Israel e da Autoridade Nacional Palestina.

Recentemente, um grupo de parlamentares israelenses propôs legislação que requer que grandes grupos de turismo visitem Jerusalém acompanhados por guia com cidadania israelense. Eles alegam que os palestinos poderiam apresentar versões tendenciosas da história.

Fonte: Diário do Grande Abc

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