segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O pão da mentira

O livro bilbico de Provérbios é um livro de aforismos, recolhidos por ordem governamental por todo o reino de Israel e somados aos da lavra do próprio governante que deixou a tarefa (Salomão). Ele tem tantos aforismos, mas um me povoa:

"Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se enche de pedrinhas" (Provérbios 10.17).

O vulgo tem outro aforismo para dizer a mesma verdade: "a mentira tem pernas curtas". No entanto, a mentira nos seduz, talvez por causa do seu bônus imediato. Posso ter certeza que a minha se encherá de pedras (maiores que aqueles que, para nosso desagrado, escapam para nossos pratos, em meio ao arroz e ao feijão), mas será que a certeza é a mesma para aqueles que convivem com tanta impunidade para os crimes cometidos pelos engravatados empodeirados encastelados nos palácios executivos, legislativos, judiciários e empresariais? A Bíblia adverte: o pão da mentira é doce, mas, na boca, fica amargo depois. Esse pão não precisa ser experimentado; o aviso está dado.


Por Israel Belo de Azevedo

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