quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mitos e verdades sobre o ano novo


Final de ano é tempo alguns mitos reaparecerem com ares de verdades.



Vejamos alguns deles.

Mito 1 -- Mudança de ano traz mudança.
É um mito atribuir um valor especial a um determinado dia do ano. Mudança de ano é apenas mudança de ano. Não tem nada de especial o 31 de dezembro; exceto pelos eventos, é um dia como qualquer outro.

Mito 2 -- Virado o ano, tudo vai melhorar.
É um mito pensar que o próximo ano será melhor que este. O próximo ano pode ser pior do que este. Não há uma garantia de que ele será melhor, apenas porque desejamos que seja melhor. Praticamente, em todas as culturas o dia da virada é especial por aquilo que traz para o futuro. No entanto, o futuro não é automático.

Mito 3 -- Se eu vestir branco na virada do ano, terei um ano de paz.
O branco é uma cor muito bonita. Só isto. O preto igualmente também.

Mito 4 -- Não adianta fazer votos para o próximo ano.
É um mito deixar passar o ano sem uma reflexão sobre os dias corridos e dias a correr. É claro que fazer votos apenas não é suficiente, mas é um passo importante; fazer votos não gera mudanças, mas pode gerar atitudes e decisões que produzem mudanças. Fazer votos não adianta se não há intenção de os cumprir.

Mitos 5 -- Não tenho nada para agradecer por este ano.
Para muitos, este é um ano para ser esquecido. Mesmo estes sabem que têm motivos para agradecer. Mesmo as colunas de bênçãos e maldições estejam em desequilíbrio, há algumas linhas nas bênçãos. Além do mais: aos olhos do longo prazo, quem garante que as maldições são mesmo maldições?

Mito 6 -- Se eu for grato pelo ano que passou, Deus me concederá mais no próximo.
A lógica do mérito é uma desgraça. A tentação do balcão é uma tragédia. Devemos agradecer a Deus, não para receber mais. Já não recebemos? Se agradecemos de olho no que queremos receber, de fato agradecemos ou propusemos um negócio?

***

Consideremos agora algumas verdades, próprias para a reflexão nesta virada de ano.

Verdade 1 -- Devo ser grato pelo ano que passou.
O ano que passou foi uma dádiva de Deus para mim. Estou vivo, o que não é pouco, embora o esqueça. Quando olho para janeiro passado, noto que não realizei todas as coisas, mas realizei algumas. Posso não ter tido a saúde que gostaria, mas chegou até aqui. Parte do que não realizei devo-a a mim mesmo, logo não posso me queixar.


Verdade 2 -- Devo fazer compromissos para o próximo ano.
Apesar de nossas falhas em os cumprir, compromissos diante de nós são como os mapas do caminho. Precisamos te-los para chegar onde queremos.
Não devo fazer muitos compromissos. Não devo firmar compromissos vagos (do tipo "vou ser uma pessoa melhor no ano que vem"). Não me comprometer com o que os outros se comprometem mas com o que Deus toca no meu coração para me comprometer. Não deve anunciar compromissos que envolvam os outros, mas os que dependem de mim (não posso fazer dívidas para outros pagarem).

Verdade 3 -- Devo saber como estou.
Quando os projetos me envolvem, devo saber como estou. Devo começar com uma autoanálise, bem na linha do corajoso salmo 139. Não adianta me enganar a mim mesmo, embora saiba o quanto enganoso é o meu coração. Preciso fazer um balanço espiritual, emocional e profissional. Meus devem ficar em pé em cima da rocha da realidade.

Verdade 4 -- Devo desejar onde quero estar no final do próximo ano.
Depois de me olhar no espelho, devo imaginar como quero estar no final do próximo ano.
Se estou satisfeito com o que alcancei, não há muito fazer. Se posso ser melhor, há muito a ser. Há mais para cada um de nós, em todas as áreas. No meio do deserto uma sarça arde; é para lá que eu vou.

Verdade 5 -- Devo pensar meus próximos cinco anos.
É pouco pensar apenas no próximo ano. Doze meses passam muito rápido.
Preciso pensar nos meus próximos cinco anos. Como quero que esteja a minha vida em 2015?
Talvez alguém diga: "não sei se estarei vivo lá". E esse lá pode ser "2015" ou daqui a pouco. Essa incerteza deve gerar a certeza de pensar no futuro.
Pensar os próximos cinco anos é um projeto que vale a pena gastar tempo e oração, para que seja escrito e vivido na parceria com Deus.

Por Israel Belo de Azevedo

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