domingo, 24 de outubro de 2010

São Paulo: Cinema para revitalizar o Centro

Fachada do Cine Ipiranga, no Centro (Foto: Filipe Araújo/AE)

Vitor Hugo Brandalise - Jornal da Tarde

Três dos principais cinemas da antiga Cinelândia Paulistana – que chegou a abrigar 30 salas no centro da capital entre as décadas de 1930 e 1950 – devem ser restaurados e transformados em espaços públicos de espetáculos.

Em evento realizado na quinta-feira, 21, o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, anunciou projeto de desapropriação dos cinemas Art Palácio, Ipiranga e Marrocos, num plano que serviria para revitalizar a região entre as avenidas Ipiranga e São João e o Largo do Paiçandu. Nos últimos dois anos, esses três antigos cinemas foram declarados de utilidade pública pela Prefeitura.

O Art Palácio, inaugurado em 1931 com projeto do arquiteto Rino Levi, será transformado numa casa apenas para shows e espetáculos musicais, inspirada no Radio City Music Hall, de Nova York. Localizado ao lado da Galeria do Rock, o antigo cinema de 3.119 lugares está em fase final de desapropriação – R$ 7,1 milhões já foram depositados para os proprietários e a Secretaria Municipal de Cultura aguarda imissão de posse pela Justiça. Atualmente, funciona no local um cinema pornô.

Circuito comercial

O Cine Ipiranga, também projetado por Levi e inaugurado em 1943 no térreo do antigo Hotel Excelsior, terá sua função mantida: no projeto da Secretaria de Cultura, será transformado em cinema municipal “de grande porte” – apto a receber pré-estreias do circuito comercial, por exemplo.

Inaugurado em 1952 e considerado na época o cinema mais luxuoso do Brasil, o Cine Marrocos será transformado em sala pública de teatro integrada à futura Praça das Artes. Nos andares acima do antigo cinema, está prevista a instalação da sede da Secretaria Municipal de Educação. Hoje, o prédio é ocupado por escritórios e a área do antigo cinema é alugada para grandes eventos, como lançamento de novelas.

No caso dos cines Ipiranga e Marrocos, ainda não há prazo para a desapropriação ser concretizada. Atualmente, a Prefeitura prepara as plantas que darão entrada aos processos.

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