quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Resfriamento Global, a Nova Ordem Mundial e o Clube Bilderberg

Aquecimento ou resfriamento? Nova Ordem Mundial cria uma agenda para os seus e outra para nós



por Henrique Dmyterko - Mídia@Mais

Ambientalismo Aquecimento ou resfriamento? Nova Ordem Mundial cria uma agenda para os seus e outra para nós

No mesmo dia (26.09.10) em que o Mídia@Mais publicava uma breve, mas instigante resenha de Ipojuca Pontes sobre o livro “A verdadeira história do Clube Bilderberg”, de Daniel Estulin, no outro lado do mundo, o jornalista britânico James Delingpole, na versão online do jornal The Telegraph, publicava “Global Cooling and the New World Order” (Resfriamento Global e a Nova Ordem Mundial).

Delingpole, que também escreve para a revista The Spectator, forma uma dupla de peso (tem caráter, coragem e agudíssimo faro profissional) com Melanie Phillips, de quem temos o privilégio de traduzir e reproduzir seus artigos e comentários. Ambos têm sido incansáveis na pesquisa e denúncia das fraudes dos mais notáveis (ou infames?) adeptos da falácia do aquecimento global antropogênico (AGA). Na arena jornalística, Delingpole e Phillips têm enfrentado não poucos obstáculos em seus esforços de trazer o bom senso de volta à discussão pública sobre um tema que está muito longe de ser mera e honrada discussão acadêmica, uma vez que é a ponta do iceberg de mais uma das estratégias de uma elite global que, de forma pertinaz, vem tentando (com sucesso) estabelecer o controle sobre os destinos da humanidade.

O jovem Mr. Delingpole foi quem entrevistou o Prof. Ian Plimer, geólogo australiano e crítico implacável da pseudoteoria do AGA. Mas um momento: aquecimento global? O título fala de resfriamento global. Onde está o nó?

Só um pouquinho de paciência e chego lá. Primeiramente, é bom relembrar que tanto o aquecimento quanto o resfriamento são resultado de processos naturais, sobre os quais a atividade humana não tem a menor influência em escala global. Um período de aquecimento natural terminou em 1998. A partir do ano 2000, as temperaturas globais passaram a cair, levemente. Ao leitor que, por acaso, ainda não conhece os fatos deste tema, sugiro a consulta à editoria de Ambientalismo do M@M

Sem mais delongas, apresento uma tradução resumida e comentada do artigo de James Delingpole:

“Bilderberg… Quer você ache que esse clube é parte de uma sinistra conspiração que levará, inexoravelmente, a um governo mundial, ou que não passa de um inocente evento anual de alto nível, destinado a trocar idéias sobre o mundo, há uma coisa que não pode ser negada: esse grupo sabe muito bem para que lado os ventos sopram.

Em sua reunião de junho deste ano, em Sitges, Espanha (não relatada pela imprensa e a portas fechadas), alguns dos mais importantes executivos-chefes de grandes corporações trocaram figurinhas com acadêmicos notáveis e líderes políticos.Entre os presentes estavam o presidente do conselho da FIAT, o procurador-geral da Irlanda, Paul Gallagher, o representante especial dos Estados Unidos no Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, Henry Kissinger, Bill Gates, Dick Perle, a Rainha da Holanda, o editor-chefe da revista The Economist, etc. Definitivamente, uma lista de figurões.

E é isso que torna tão tremendamente significativo um dos itens da agenda de discussão desse grupo. Veja se você consegue identificá-lo:

A 58º Reunião Bilderberg terá lugar em Sitges, Espanha, entre o dia 3 e 6 de junho de 2010. A Conferência terá como temas principais a Reforma Financeira, Segurança, Tecnologia Cibernética, Energia, Paquistão, Afeganistão, o Problema da Comida no Mundo, Resfriamento Global, Redes Sociais, Ciência Médica e as Relações EUA-EU.

Sim, é isso mesmo: Resfriamento Global. E isso significa uma de duas coisas: ou foi um erro de impressão ou a elite global está perfeitamente ciente de que o resfriamento global representa uma ameaça muito mais séria iminente do que aquecimento, mas até agora, não demonstra desejo de admitir isso, exceto a portas fechadas.

Permitam-me explicar por que isso é uma bomba prestes a explodir.

Quase todos os governos no mundo ocidental, dos Estados Unidos à Grã-Bretanha, passando por todos os outros estados membros da União Européia e chegando à Austrália e Nova Zelândia, estão atualmente comprometidos com a política de “descarbonização”. Por seu turno, essa posição é justificada perante o eleitores (crescentemente céticos, diga-se) com base na afirmação de que o CO2 produzido pela atividade humana é o principal responsável pelo perigoso aquecimento global e que, portanto, precisa ser reduzido drasticamente, não importando os inerentes custos sociais, econômicos e ambientais.

Nas décadas de 1980 e 1990, a elite global flanou tranquila em meio a um período de temperaturas mais altas que davam suporte às suas (cientificamente dúbias) afirmativas. Mas agora não. Os invernos estão mais frios. As contas de combustível [para transporte e aquecimento] estão subindo, e em nome do combate às mudanças climáticas, é claro.

Mas as rodas do trem da alegria do AGA estão começando a cair. Pessoas comuns, que resistiram a duas décadas de esforços combinados de lavagem cerebral, estão percebendo isso.

Tudo isso, é claro, significa uma grande encrenca para a elite do poder global. Na mesma medida em que um resfriamento levará à escassez de alimentos (p.ex., fica mais difícil cultivar trigo em latitudes mais ao norte), a isso se somam os já presentes desastres dos biocombustíveis [Nota: Nos EUA, o etanol é produzido a partir do milho; no Brasil, a partir da cana-de-açúcar; deixando de lado o lobby dos usineiros brasileiros, a produção brasileira de etanol em nada prejudica a produção de alimentos. Há controvérsias, certamente, mas neste item específico, o cenário brasileiro é outro] e a rejeição aos produtos geneticamente modificados [Outra questão ainda controversa]. Nesse quadro, o resfriamento global encontrará com eleitores cada vez mais furiosos por terem engolido como verdadeiro um problema inexistente.

Nossos gastos com combustível têm subido inexoravelmente; nosso campo, nossas vistas e o valor de nossas propriedades têm sido devastados pelas horrendas fazendas de vento [referência aos milhares de ineficientes e caros aerogeradores espalhados pelos bucólico interior da Inglaterra]; nossas férias ficaram mais caras; nosso custo de vida subiu muito com os impostos verdes; nossas liberdades foram cerceadas de mil irritantes maneiras, que vão desde o tipo de lâmpada que nos é permitido usar até a maneira que devemos colocar lixo nas lixeiras. E tudo isso para quê? Se o aquecimento global antropogênico estivesse realmente acontecendo e se este fosse de fato um problema, nós provavelmente aturaríamos esses constrangimentos à nossa liberdade e esse assalto ao nosso bolso. Mas se tudo isso se revelar uma mistificação...

A mesa de apostas pode virar.

Os próximos anos serão muito interessantes. Observe a elite do poder global se contorcendo para se reposicionar enquanto lentamente se distancia do AGA (Quem? Nós? Não. Nós nunca o consideramos como nada mais que uma curiosa teoria...), mas ainda tentando justificar a taxação verde e os controles (acidificação dos oceanos, biodiversidade, etc., etc.). Você perceberá mudanças dissimuladas na interpretação de políticas. Na Grã-Bretanha, p.ex., a suicida “arrancada pelo vento” de Chris “Chicken Little” Huhne [Ministro da Energia e Mudanças Climáticas (sic)] será reinventada e reapresentada como um passo vital na direção da “segurança energética”. Haverá menos falação sobre mudanças climáticas e mais sobre “mitigação”. Você ouvirá de ambiento-nazistas, tais como o czar da ciência de Obama, John Holdren, evitando referência ao “aquecimento global” com quem foge da peste, preferindo a vaga fraseologia de “ruptura climática global”.

E sabe o que é pior? Se nós permitirmos, eles vão se safar com essa conversa.

Ao longo dos próximos anos, nosso dever como cidadãos livres é garantir que não se safem.

Al Gore, George Soros, Bill Gates, Carol Browner, John Holdren, Barack Obama, David Cameron, Ed Miliband, Tim Yeo, Michael Mann, Ted Turner, Robert Redford, Phil Jones, Chris Huhne, John Howard (sim, este era supostamente um conservador, mas foi ele que deu o pontapé inicial ao ETS [Emission Trading Scheme/Comércio de Créditos de Carbono] na Austrália), Julia Gilliard, Kevin Rudd, Yvo de Boer, Rajendra Pachauri...

A lista de culpados quase não tem fim. Cada um destes e a seu modo — quer através da ignorância, idealismo ingênuo ou do mais puro cinismo —, e o modo realmente não importa, pois o resultado foi o mesmo: cada um fez a sua parte para empurrar a maior farsa da história da ciência, forçando a maior taxação sobre consumidores no mundo todo, usando o “aquecimento global” como desculpa para aumentar os poderes dos governos.

Chegou a hora de dar um fim nisso. Nos Estados Unidos, o movimento Tea Party está nos mostrando o caminho. Precisamos punir nas urnas esses políticos manhosos. Precisamos garantir que aqueles cientistas culpados de conduta ilegal ou antiética, sejam, pelo menos, demitidos dos empregos e cargos sustentados com o dinheiro dos contribuintes nessas últimas décadas. Precisamos garantir que os aproveitadores corporativistas não mais sejam capazes de se beneficiar da distorção e corrupção dos mercados que resulta da regulamentação verde.

Precisamos de um Tribunal de Nuremberg para o “Aquecimento Global”.  [Talvez mais que isso, Mr. Delingpole. Como bem ressaltou Antony Sutton, Nuremberg deixou ilesas algumas das mais importantes figuras do jogo de poder global].
Para ler o artigo original, clique aqui.

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