quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Agora, programa do PT será contra aborto

Campanha de Dilma volta atrás e não vai mais esperar fim do segundo turno para divulgar seu plano de governo

Maria Lima

Contrariando decisão anterior, de que o programa de governo da candidata do PT, Dilma Rousseff, só seria divulgado depois da eleição, caso ela seja eleita, a coordenação da campanha voltou atrás.

Uma peça com os planos da coligação deverá ser divulgada nos próximos dias. A ideia foi retomada para deixar claro, entre outras coisas, que a candidata petista, se vitoriosa, não defenderá a legalização do aborto ou outras questões polêmicas para a Igreja, como o casamento gay.

O coordenador do programa de governo da campanha de Dilma, Marco Aurélio Garcia, informou ontem que será lançado também um manifesto de apoio à candidata petista, assinado pelos partidos da coligação e representantes da sociedade civil, confrontando os projetos defendidos por Dilma e pelo candidato tucano José Serra.

— Estamos fechando o programa de governo centrado no tripé saúde, educação e segurança. E será divulgado antes do segundo turno, nos programas de rádio e TV — disse Marco Aurélio Garcia.

Ele revelou que Dilma e coordenadores da campanha têm recebido manifestações de todos os setores da Igreja, principalmente bispos da Igreja Católica, da Comissão de Justiça e Paz, rechaçando o que chamam de manipulação da religião para efeitos partidários. E acusou Serra de estar por trás de uma "guerra suja".

— O Serra tenta fazer do aborto uma questão central do segundo turno para desviar o foco do debate sobre programa de governo, que ele não tem. Está partindo para uma guerra suja, para desqualificar a nossa candidata. E, como não tem coragem para assumir a paternidade da sordidez, ele a terceiriza para os seus paus-mandados — disse Garcia.

Fonte: Blog do Noblat

Um comentário:

Eleitor disse...

Quem perde com isso caro amigo é o povo brasileiro. Um discurso sobre aborto, casamento gay, esvasia o debate político e afasta de nós eleitores os projetos que nossos nobres candidatos não tem. Dilma, não aprova mais o aborto. O Serra se diz agora um convicto ambientalista (efeito Marina Silva).
Esta é a nossa política.
Como diz o José Simão.
Esta discussão sobre aborto e temas "periféricos" nos levará para o avanço do século XIX. Estamos voltando ao passando e não mirando o futuro.
Esta é politicagem brasileira. Opiniões feitas por meios de e-mails falsos e caluniosos, falta de caráter e programa de governo de todos os candidatos.