quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Grã Bretanha se tornou anti-católica segundo arcebispo

A Grã-Bretanha se tornou um país anticatólico, às vezes até mais do que aqueles onde os fieis são perseguidos, devido a leis a favor do aborto e dos direitos dos gays, afirmou Edmund Adamus, um dos conselheiros do arcebispo de Westminster, Vincent Nichols.

Adamus declarou que é culpa do Parlamento a nação ter se transformado em "um epicentro geopolítico da cultura da morte", expressão que foi usada por João Paulo II (1978-2005) para definir normas sobre as liberdades civis como as da eutanásia e aborto.

Em uma entrevista à agência católica Zenit retomada hoje pela imprensa britânica, o conselheiro apontou que nos últimos 50 anos o Legislativo local foi extremamente "contrário à vida e à família".

De acordo com ele, essa manifestação criou "em poucas palavras, uma das paisagens mais anticatólicas possíveis culturalmente falando, até mesmo superior àqueles países onde os crentes católicos são perseguidos".

"Os católicos deveriam mostrar sinais culturais contrários a esta terra desolada, egoísta e hedonista que vê a exploração das mulheres por gratificação sexual", completou Adamus.

A réplica de Vincent Nichols foi rápida, com um porta-voz garantindo ao jornal The Independent que as opiniões do conselheiro "não refletem as do arcebispado".

A Grã-Bretanha é o destino da próxima viagem internacional do papa Bento XVI, que estará no país entre os dias 16 e 19 deste mês.

O evento, no entanto, vem sendo criticado pela população local, que o acusa de ser dispendioso aos cofres públicos e condena os recentes casos de pedofilia descobertos no seio da Igreja -- inclusive da britânica -- e as posturas do Pontífice contra normas de igualdade dos direitos dos homossexuais aprovadas pelo Parlamento.

Fonte: O Repórter

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