sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Diálogo entre Israel e palestinos está condenado, diz Ahmadinejad

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta sexta-feira que as negociações de paz entre Israel e palestinos são "fúteis" e "condenadas ao fracasso.

Um dia depois dos primeiros diálogos diretos entre os dois governos em 20 meses, ocorridos em Washington, Ahmadinejad afirmou que os palestinos devem resistir à ocupação israelense.

"O destino da Palestina será decidido na Palestina e por meio da resistência, e não em Washington", disse o líder iraniano durante ato público que marcou o Dia de Jerusalém, uma data celebrada no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979, para dar apoio aos palestinos.

Em discurso na Universidade de Teerã, Ahmadinejad criticou ainda o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, dizendo que ele não tem autoridade para negociar com Israel. Abbas faz parte do grupo palestino Fatah, rival do Hamas, que controla a Faixa de Gaza e tem o apoio do presidente iraniano.

Na quinta-feira, representantes do Hamas também vieram a público condenar as negociações de paz, ameaçando intensificar seu ataques contra Israel.

Integrantes da extrema-direita israelense também são contrários ao diálogo entre os dois governos. Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém Wyre Davies, os ativistas condenam o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, por chamar os palestinos de "parceiros para a paz".

Negociações em Washington

Netanyahu e Abbas se reuniram na quinta-feira na sede do Departamento de Estado norte-americano, em Washington. O enviado especial do governo dos EUA, George Mitchell, classificou as conversações de "construtivas". Já a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, lembrou a Netanyahu e Abbas a oportunidade que ambos tem para acabar com o conflito.

Abbas pediu ao governo de Israel que mantenha seu compromisso de encerrar a construção de novos assentamentos judeus em territórios palestinos, além de levantar o embargo contra a Faixa de Gaza.

Por sua vez, Netanyahu disse que uma paz verdadeira precisa considerar as necessidades de segurança de Israel. Ele também reiterou que os palestinos devem reconhecer Israel como um Estado judeu.

Embora reconheçam dificuldades, os dois chefes de governo demonstraram esperança em fechar um acordo no prazo de um ano. Eles se comprometeram com uma nova reunião, desta vez no Oriente Médio, em duas semanas.

Font: O Globo

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