sábado, 14 de agosto de 2010

David Hume e o pensamento cético na religião

A origem do ceticismo remonta ao século 3 antes de Cristo, na Grécia. De lá para cá, o pensamento cético influenciou diversos filósofos. Um dos mais notáveis e fervorosos defensores desse tipo de conceito foi o escocês David Hume (1711-1776).

Por Matheus Moura - Revista Filosofia Conhecimento Prático


David Hume é conhecido como o mais influente pensador iluminista escocês. Dentre as diversas teorias desenvolvidas por ele ao longo de sua vida, é notável pelo radicalismo cético tendo como preceito o empirismo. Isto é, a experiência prática como norte para a conclusão e entendimento do cotidiano e comportamento humano. Justamente por meio da dúvida aliada ao exercício prático, Hume colocou em xeque conceitos como religiosidade, Deus, e, até mesmo, coisas triviais da vida como a própria existência e o querer.

Na época, esse tipo de postura não passou em branco pela sociedade, gerando problemas para o filósofo. Em 1744, houve uma ocasião em que Hume perdeu a oportunidade de ser professor de ética, na Universidade de Edimburgo, por ter sido acusado de ateísmo e heresia - acusações bastante sérias num período pós-inquisição.

No entanto, o filósofo e crítico religioso, no passado, havia sido um fervoroso devoto. Hume era o filho mais novo de uma família modesta. O pai, Joseph Hume, era um pequeno proprietário de terra, em razão de seu falecimento, a propriedade foi passada ao filho mais velho. Na infância e parte da adolescência, Hume frequentava a igreja local da Escócia, regida por seu tio. Durante esse período, ele estudou um popular manual religioso calvinista chamado The Whole Duty of Man.

Com base nesses estudos iniciais, passou a questionar a noção do divino, formando assim, o embrião do inconformismo religioso, o qual carregou consigo durante toda a vida. Desse furor indagador, Hume desenvolveu escritos, como História Natural da Religião e Diálogos sobre a Religião Natural, além de artigos, originalmente suprimidos por influência do editor Andrew Millar (1707-1768) - em vista da polêmica que iriam suscitar -, como Do Suicídio e da Imortalidade da Alma. Esses dois ensaios foram originalmente escritos para figurar numa coletânea de ensaios chamada Cinco Dissertações. Com a substituição por um ensaio menos ofensivo intitulado, ironicamente, de Do Padrão do Gosto, o livro passou-se a chamar Quatro Dissertações e foi publicado em 1757.

"David Hume está morto! Nunca os pilares da ortodoxia foram tão excessivamente abalados, como eles o são agora, por este evento". Samuel Jackson Pratt (1749-1814), no livro Apology for the Life of David Hume (1777).

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