segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ditadura Cubana: Relatório diz que existem 167 presos políticos em Cuba

Nas prisões cubanas há atualmente 167 presos políticos, 34 a menos que no final de 2009, segundo o relatório de uma comissão opositora divulgado nesta segunda-feira.

O texto acusa o Governo de Raúl Castro de seguir violando sistematicamente os direitos humanos apesar das "falsas promessas" de mudanças.

A queda do número de presos políticos com relação a 2009 obedece na maioria dos casos o cumprimento de penas, algumas delas rebaixadas ligeiramente, explicou à Agência Efe o dissidente Elizardo Sánchez, porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), autora do relatório.

O documento destaca que no mês de junho ficaram em liberdade seis presos políticos por esta circunstância.

A CCDHRN opina que "no futuro imediato e enquanto siga prevalecendo o governo totalitário do estado, a situação de direitos humanos em Cuba não vai melhorar significativamente".

Dos 167 presos políticos, 53 são considerados prisioneiros de consciência pela Anistia Internacional (AI), aos que se acrescentam outros dez que continuam cumprindo suas penas sob licença extrapenal, segundo a comissão.

O relatório calcula em mais de 800 as prisões "arbitrárias" realizadas no primeiro semestre deste ano.

Também lembra que em Cuba segue vigente a pena de morte e assinala que pelo menos um cubano e dois salvadorenhos se encontram "nos corredores da morte" há 15 anos, acusados de delitos que incluíram uso de armas e explosivos.

A divulgação do relatório da CCDHRN acontece no mesmo dia em que está prevista a chegada a Cuba do ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, para apoiar o diálogo entre a Igreja Católica e o regime cubano em matéria de direitos humanos.

Até agora, os únicos resultados desse diálogo foram a libertação de um preso político muito doente (Ariel Sigler) e a "aproximação" de 12 presos de suas províncias natais.

O relatório se refere também ao caso do dissidente Guillermo Fariñas, em greve de fome há mais de quatro meses para exigir a liberdade dos presos políticos doentes e cujo estado de saúde é crítico.

A comissão adverte que se Fariñas morrer a responsabilidade será do Governo do general Raúl Castro que, "da mesma forma que fez no caso de Orlando Zapata", se preparou "de maneira desumana" para enfrentar a eventual e "evitável" morte do dissidente em lugar de autorizar as libertações dos presos.

Fonte: AFP

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