segunda-feira, 14 de junho de 2010

Zé Bruno esculhamba a Teologia da Prosperidade

Enquanto muitos intocáveis da prosperidade estão de cabelos em pé com os combatentes Blogueiros Apologéticos da Última Hora, José Bruno - ex bispo primaz da Igreja Renascer, ex braço direito de Estevam Hernandes - fundador há alguns meses da Casa da Rocha, desde então vem fazendo pregações bem destoantes do antigo lar.

No último domingo , ao encerrar uma série de estudos sobre as setes igrejas do Apocalipse, Laodicéia - a igreja morna, rica e corrompida - foi a carapuça que serviu com perfeição para Zé Bruno esculhambar - sem acusações específicas - a histérica, repulsiva e nefasta teologia da prosperidade que tem assolado a igreja evangélica brasileira.

Em sua exposição sui generis, as citações, em abundância, foram de Adorinan Barbosa a Karl Marx.

Trechos:

"pessoas que fazem da fé uma relação monetária e financeira com Deus"

"as igrejas precisam parar de pedir dinheiro!"

"se você amar a Deus, se você for fiel a Deus, eu não tenho que fazer nenhum apelo para você entregar dinheiro"

"a igreja dos dias de hoje trata tudo como mercadoria, tudo é moeda de troca"

"irmão empresário é mais importante que irmão pobre, é mais amigo do pastor"

Ouça o culto bombástico, clicando aqui.

10 comentários:

Isabelle Peres disse...

realmente o que ele fala está bem diferente quando estava na renascer, espero sinceramente que continue assim

EmerSon disse...

Fiquei sabendo que na Renascer o pessoal está desesperado, a igreja está perdendo membros diariamente. o casal Estevão pegou a grana, foram presos e voltaram pior ainda, ninguém aguenta mesmo.

Anônimo disse...

E SERÁ QUE DÁ PRA CONFIAR?

Tertuliano disse...

Pois bem, dando uma olhada no site da igreja, percebemos que este bispo continua com a mesma dinâmica da igreja passada. Penso ser muito difícil ele conseguir vencer a teologia da prosperidade. Mas vamos torcer para que o mesmo vença esta maldita teologia.
Agora fica para nós mais uma igreja no mercado.

Noé disse...

Só um detalhe: por mais que a pessoa saia de um lugar onde há problemas, e por mais graves que sejam, "esculhambar" é um termo excessivamente ordinário para circular numa publicação de alto nível.

Se o cara saiu e está falando MAL da antiga Igreja (e não apenas da "doutrina"), está mostrando quem é.

Se ele não usou termos de baixo nível cultural, mas a publicação está usando, a publicação é que é de baixo nível.

Um cristão que queira ser semelhante ao seu Mestre, isto é, um que busca ser de alto nível espiritual, em nenhum dos casos vai querer estar em tal tipo de companhia.

P.S.: não sou de nenhuma das igrejas citadas, não conheço essa pessoa e não gosto de certas coisas da Renascer. Portanto, sou insuspeito.

(Noé P. Campos - escritor evangélico)

Jocanir disse...

Zé Bruno tem que esculhambar mesmo. Continue assim! Teologia da prosperidade é demoniaca!

Rodney Eloy disse...

Caro Sr. Noé,

Obrigado pelo comentário.

O mínimo que uma pessoa pode fazer, como escreveu o Jocanir acima é esculhambar mesmo com a Teologia da Prosperidade!

Sugiro que o Sr. vá até o dicionário mais próximo e consulte o significado do termo "Esculhambar"

O Sr. se apresenta como escritor, então deve saber que João Ubaldo Ribeiro e Mário de Andrade (somente para citar dois) já utilizaram tal termo de "baixo nível cultural" em suas obras.

Em jornais e revistas o termo também é bem utilizado, sabia?!

Com certeza, muitos religiosos também ficaram escandalizados no dia em que Jesus, com chicotes em mãos, espulsou os vendilhões do templo, em uma "aparente" contradição.

Rizzatto disse...

Que Deus abençoe a Nossa Casa.

Rodney Eloy disse...

A repercussão do post foi enorme, principalmente no Pavablog - www.pavablog.com

"Os plagiários gospel de plantão" também atacaram. Copiando/colando sem citação.

Noé disse...

Rapaz! Quase QUATRO anos depois volto aqui e vejo algumas respostas!

Não estou querendo exumar o defunto (já basta a Comissão da "Verdade", puxando assunto para perseguir os que hoje são os "perseguidores" para essas "vítimas" inocentes que são do mesmo grupelho que a Comissão da "Verdade" e que atualmente moram na Papuda), mas o fato de um dicionário registrar um verbete não significa que a palavra seja de bom nível - inclusive porque eles fazem registro de palavrões "impublicáveis". Além disso, qualquer escritor pode ser de altíssimo nível e, ainda assim, inserir em suas obras citações de "baixo nível".

O nível a que me refiro é: "esculhambar", pelo menos no Sul do Brasil, não é a forma erudita com que se deva falar respeitosamente a respeito de algo que seja destrutivo.

Mas, pensando bem, para que eu devia perder meu tempo tentando motivar alguém para não baixar o nível? Resta alguma coisa de alto nível neste país?