terça-feira, 29 de junho de 2010

Voz contra "alarmismo climático", Rui Moura morre aos 80 anos


Marta F. Reis, para o I Online

PORTUGAL - Rui Moura morreu no domingo passado, aos 80 anos, no Hospital de Santa Maria em Lisboa. Com uma longa carreira académica e ligado ao sector energético nacional - participou na elaboração do último Plano Energético Nacional de 1992 - o investigador formado em engenharia electrotécnica dedicou os últimos anos à investigação em torno das alterações climáticas.

Desde 2005 mantinha o blogue Mitos Climáticos, onde várias vezes contestou a tese de que o aquecimento global se enquadra as oscilações regulares do clima e não está assente na ação do homem. Considerava que os conhecimentos atuais sobre a climatologia são limitados, e que não há prova da relação dos gases com efeito de estufa e o aquecimento, e o "alarmismo climático" a nova religião, disse numa das últimas entrevistas à agência noticiosa NovoPress.

Em Dezembro do ano passado, em vésperas da Conferência de Copenhaga e quando o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) e diferentes cientistas do clima foram acusados de manipular dados, Rui Moura sublinhou ao i que "a única coisa de que se tem a certeza é que o dióxido de carbono é um gás com efeito de estufa. Defendia que as alterações climáticas em curso fazem parte de uma variação natural do clima, que tem a ver com o facto de estarmos no fim de um período interglacial - eras regulares que duram 10 mil anos. "Não há nada a fazer. Devem tomar-se medidas de adaptação e não estar a gastar-se dinheiro inutilmente em negociações", diz.

A comunidade científica acredita que há cada vez mais evidências em contrário.

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