terça-feira, 22 de junho de 2010

ONU irá remover taleban de lista negra, segundo governo afegão

Insurgente que renunciarem seus laços com a Al-Qaeda terão seus nomes limpos gradualmente

O Estado de S. Paulo

As Nações Unidas concordou em remover membros do taleban que renunciarem seus laços com a Al-Qaeda de uma lista negra da ONU numa base "gradual", disse gabinete do presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, nesta terça-feira, 22.

"O presidente pediu a delegados da ONU para remover membros do taleban de suas listas negras e os delegados concordaram em fazer isso gradualmente comprovando que os membros não tenham nenhuma ligação com a Al-Qaeda ou outro grupo terrorista", disse o gabinete de Karzai em um comunicado.

Altos funcionários do corpo diplomático das quinze nações do Conselho de Segurança da ONU estiveram na capital do Afeganistão na terça, respondendo um pedido para revisão dos nomes das figuras do taleban em sua lista de sanções em uma conferência de paz que aconteceu no começo do mês em Cabul.

A Resolução 1267 do conselho de Segurança da ONU congela os bens e limita o trânsito de altas figuras ligadas ao taleban, assim como à Al-Qaeda, mas alguns esforços recentes do Afeganistão em engajar alguns insurgentes na diplomacia levantaram dúvidas sobre quem deveria estar na lista.

Pelo menos cinco dos nomeados na lista de 137 pessoas são antigo oficiais taleban que agora servem em serviços públicos ou privados fazendo mediação entre o governo e o os insurgentes que lutam contra as forças da OTAN e seus aliados no Afeganistão.

No início deste mês, o Afeganistão realizou uma "jirga", ou uma conferência, da paz de três dias, em uma tentativa de encontrar um consenso nacional sobre os meios para acabar com a violenta insurgência, que se arrasta há quase nove anos.

Uma declaração que resume a reunião de 02-04 de junho, com 1.600 líderes tribais e religiosos em Cabul, pediu ao governo afegão e potências estrangeiras para "tomar medidas sérias no sentido de obter os nomes das pessoas em oposição removidos da lista negra consolidada".

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