quinta-feira, 17 de junho de 2010

Franklin quis saber o que os brasileiros andam lendo e vendo

A Secretaria de Comunicação Social do governo federal — a poderosa “Secom”, do camarada Franklin Martins — mandou fazer uma pesquisa quantitativa intitulada “Hábitos de Informação e Formação da Opinião da População Brasileira”. A empresa “Meta” realizou 12 mil entrevistas, entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro, em 636 cidades. Os resultados foram divulgados imodestos quatro meses e meio depois!!! Escrevi “divulgados”? Ficaram escondidos numa notinha preguiçosa no site da Secom. Por quê? Vai saber…

A pesquisa encomendada por Frankin revela que, entre os leitores de revistas, 34,9% do total, 50,4% dizem ler habitualmente a revista a VEJA. Atenção! Trata-se da categoria “revistas” de modo geral, sem especificar as semanais de informação. Em segundo lugar, vem a Época, com 16,5%; em terceiro, a IstoÉ, com 16,3%. Vejam a tabela abaixo. Dizem ler a Carta Capital 1,5% dos leitores de revistas. A Contigo e a Nova também são do Grupo Abril.


Franklin quis saber ainda qual era o canal de televisão preferido entre os 96,6% dos brasileiros que vêem televisão. A maioria prefere a TV Globo: 69,8%. Em seguida, aparece a Record, com 13%; o SBT, com 4,7%, e a Band, com 2,9%. O último nome da lista é o Tele Cine, com 0,5%. A Lula News, aquele sucesso estrondoso de Franklin e Tereza Cruvinel nos países da África que não falam português, não aparece na tabela. Quase R$ 700 milhões por ano jogados aos traços!!! Entre os que vêem TV, 64,6% dizem preferir telejornais — assistem ao Jornal Nacional 56,4% desse grupo; logo muito depois, vem o Jornal da Record, com… 7,4%! Segundo a pesquisa, lêem jornal impresso com alguma regularidade 46% dos brasileiros, mas apenas 11,4% o fazem diariamente.

Já acessam a Internet nada menos de 46% dos brasileiros com mais de 16 anos, 66% na própria casa. Nas famílias com renda acima de 10 salários mínimos, esse percentual chega a 80%.

Apesar do gasto gigantesco com publicidade oficial, dizem não se lembrar de nenhuma propaganda do governo federal 74,6% dos entrevistados, contra 23,2%, que dizem se lembrar.

Fonte: Reinaldo Azevedo

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