sexta-feira, 18 de junho de 2010

Confiança do mundo islâmico em Obama está caindo, diz pesquisa

Um ano depois de o presidente Barack Obama buscar um recomeço nas relações com o mundo islâmico, durante um pronunciamento no Egito, a confiança no líder americano caiu bruscamente em muitos países islâmicos, de acordo com resultados de pesquisas divulgados nesta quinta-feira.
O índice de aprovação dos Estados Unidos no Egito, Turquia e Paquistão, países aliados dos norte-americanos, se mantém em torno dos 17 por cento, enquanto que a confiança em Obama nos três países é de 33 por cento, 23 por cento e 8 por cento, respectivamente, de acordo com pesquisas do projeto Pew Global Attitudes.

As principais quedas ocorreram na Turquia e no Egito, onde a confiança em Obama caiu dez pontos percentuais e nove pontos percentuais, respectivamente. Em outros países pesquisados, a confiança nele caiu cinco pontos ou mais.

Os índices de aprovação dos EUA em outros países muçulmanos foram mais favoráveis: 59 por cento dos indonésios têm uma visão favorável dos EUA, assim como 52 por cento dos libaneses. Mas só 21 por cento dos jordanianos têm uma visão positiva dos EUA.

Comparativamente, a população do Egito e da Jordânia tem um nível de aceitação mais alta em relação à rede Al Qaeda do que aos Estados Unidos. Trinta e quatro por cento dos jordanianos têm uma visão positiva do grupo que atacou os EUA em 11 de setembro de 2001, enquanto que no Egito, essa porcentagem é de 19 por cento.

Os EUA e Obama se saíram melhor com os países não muçulmanos que participaram da pesquisa com 22 países. O índice de aceitação dos EUA na França foi de 73 por cento, de 65 por cento na Grã Bretanha, de 63 por cento na Alemanha, de 66 por cento no Japão e na Índia e de 58 por cento na China, de acordo com as pesquisas da Pews.

No geral, os índices de Obama estão mais baixos do que no ano passado.

As pesquisas foram feitas entre abril e maio, em 22 países. Os pesquisadores entrevistaram entre 700 e 3.262 pessoas em cada país. A margem de erro varia entre 2,5 e 5 pontos percentuais.

Reportagem de David Alexander - O Estado de S. Paulo

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