sábado, 22 de maio de 2010

O que adianta ser contra a teologia da prosperidade e flertar com a teologia da libertação?


Postado por Gutierres Siqueira

Caros evangélicos apologistas, o que estamos fazendo? Muitos são odiosos combatentes da perniciosa e antibíblica “teologia da prosperidade”, mas são simpáticos para com a “teologia da libertação”. O nível de heresias em ambas as correntes são gritantes. Quem faz esse jogo é incoerente e simplesmente não entendeu o Evangelho. Vamos fazer esse joguinho de combater um mal abraçando outro?

A “teologia da libertação” diz que fez uma opção pelos pobres, enquanto a “teologia da prosperidade” optou pelos empresários. Já o Evangelho de Jesus Cristo optou pela salvação do homem, não importando sua nacionalidade, classe social ou cor de pele. A “teologia da prosperidade” é a encarnação da sociedade do consumo e a “teologia da libertação” é a encarnação da sociedade “igualitária” sob regimes autoritários.

Quem disse que o Evangelho é uma balde de bênçãos materiais, conforme rezam na cartilha triunfalista dos tele-evangelistas da prosperidade? Agora, quem disse que o Evangelho é rezar na cartilha da luta político-ideológica de uma corrente marxista? Quem disse que o Evangelho é o cifrão do dólar? Mas também quem disse que podemos substituir a cruz pela foice e o martelo?

Portanto, não opto pelas tragédias doutrinárias do Edir Macedo, R. R. Soares, Morris Cerullo, Silas Malafaia, Benny Hinn, René Terra Nova, Neuza Itioka, Valnice Milhomens, Mike Murdock, etc. Mas também Deus me livre das bobagens escritas com tom de justiça social por Frei Betto (amigo do ditador Fidel Castro), Leonardo Boff (também amigo de ditadores “companheiros”), Gustavo Gutierréz e outros teólogos que já até apoiaram guerrilhas sanguinários pelo mundo em nome de uma ideologia.

A coerência é um exercício difícil, mas necessário.

Fonte: Teologia Pentecostal
Imagem: Internet

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