quinta-feira, 20 de maio de 2010

Lenin, Stálin e Hitler: a era da catástrofe social


Editora Record
798 p.
2010

Robert Gellately é professor da Cátedra Earl Ray Beck de História na Universidade Estadual da Flórida, tendo recentemente ocupado a posição de Professor Visitante Bertelsmann de Política Judaica e História do Século XX na Universidade Oxford. Ele é o autor de The Gestapo and German Society: Enforcing Racial Policy 1933-1945 e Backing Hitler: Consent and Coercion in Nazi Germany. Vive em Tallahassee, Flórida.

“Gellately estabelece um padrão elevado para qualquer outro autor que queira comparar ditaduras.”
The Economist

“O livro é, acima de tudo, extremamente legível e repleto de surpreendentes e aterrorizantes detalhes.”
Times Literay Suplement

“Sensível e sofisticado.”
The Washington Post

Lênin, Stálin, Hitler. Nomes inextrincavelmente ligados ao curso da história contemporânea. No meio do turbilhão europeu da primeira metade do século XX, esses ditadores tomaram decisões que moldaram o mundo como conhecemos. E tornaram impossível conjurar outra imagem para a Europa atual. Em Lênin, Stálin e Hitler, o renomado historiador Robert Gellately disseca o período entre 1914 e 1945, uma era de turbulência quase contínua: duas guerras mundiais, a Revolução Russa, o Holocausto, a ascensão do Terceiro Reich. E mostra como esses três homens ocuparam posições centrais nesses eventos.

Gellately analisa, ainda, as ligações entre estes momentos históricos e avisa: considerar tais acontecimentos como episódios não conectados equivale a não compreender suas gêneses e naturezas. O autor foca as potências dominantes da época, União Soviética e Alemanha nazista, mas analisa a catástrofe em termos globais. Afinal, mais vidas foram perdidas nesse intervalo do que em qualquer outro na história. Poucas semanas após a tomada do poder, os bolcheviques criaram forças policiais secretas muito mais brutais que os similares czaristas. Os nazistas fizeram o mesmo e instituíram a Gestapo. Sob ambos os regimes, milhões foram encarcerados, torturados e mortos. Neste livro Gellately argumenta contra a corrente que ameniza o papel de Lenin nos crimes de Stálin e mostra que o terror colhido pelo segundo foi em grande parte plantado pelo primeiro.

Na Primeira Guerra Mundial, algo ao redor de oito milhões de homens morreram em combate, sete milhões ficaram permanentemente incapacitados e outros 15 milhões, seriamente feridos. Estimados cinco milhões de civis perderam suas vidas em decorrência de “causas relacionadas à guerra”, tais como doenças e subnutrição. Essas mortes civis não incluem as da Rússia, onde a situação foi a mais grave de todas, extremamente amplificada por (duas) revoluções em 1917, seguidas por uma guerra civil e fome. Tudo isso aconteceu no que viria a ser somente a primeira fase da grande catástrofe social e política. A vez seguinte seria ainda mais letal.

A “normalidade” pós-guerra na Europa foi marcada por violência política, tentativas de golpes (e golpes bem-sucedidos), assassinatos e instabilidade geral. Esse clima foi propício ao surgimento de novos partidos e, acima de tudo, à aparição de radicais e ditadores de direita e esquerda, que, apoiados pelos enraivecidos, extremistas e, especialmente, também pelos jovens “idealistas”, tentaram tirar vantagem da crise geral. O monstro da guerra estava a postos para o próximo round, que começou em setembro de 1939. A Segunda Guerra irrompeu em torno da Polônia e se expandiu pela Europa ocidental até que por fim o mundo envolveu-se num pandemônio de destruição e horror bem mais mortífero do que até mesmo a Grande Guerra.

Lênin, Stálin e Hitler recorre a fontes alemãs e russas recém-abertas para explicar como as buscas por ideais utópicos — e terrivelmente distorcidos — levaram somente a um pesadelo antiutópico.

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