sábado, 24 de abril de 2010

'South Park' alterado após alerta de grupos muçulmanos

Mais uma polêmica envolve o quarteto de 'South Park'
Foto: Divulgação


Reduzir Normal Aumentar Imprimir South Park, a série do Comedy Central, é um desenho animado que tenta ao máximo provocar e desafiar os limites da liberdade de expressão, tirando sarro de todos os alvos públicos à vista, de celebridades de Hollywood a figuras religiosas. Mas seus criadores podem ter conseguido mais do que imaginavam com dois recentes episódios que satirizavam o profeta Maomé: um provocou uma mensagem ameaçadora de um grupo islâmico de Nova York, enquanto o outro foi censurado pela emissora de TV a cabo que transmite o programa.

No dia 14 de abril, o Comedy Central transmitiu o 200º episódio de South Park, um desenho produzido por Trey Parker e Matt Stone desde 1997. Em homenagem à ocasião, Parker e Stone encheram o episódio com quase todas as pessoas famosas que o programa já satirizou em sua história, incluindo celebridades como Tom Cruise e Barbra Streisand, e importantes figuras religiosas, como Moisés, Jesus e Buda.

Cientes de que o Islã proíbe a representação de seu profeta sagrado, Stone e Parker mostraram seus personagens de ¿South Park¿ discutindo como trazer Maomé à sua cidade ficcional do Colorado. Primeiro, o personagem que seria supostamente Maomé se encontra confinado num trailer e ouvimos sua voz, mas ele não aparece. Depois, o personagem sai do trailer, usando uma fantasia de urso.

No dia seguinte, o episódio de South Park foi criticado pelo grupo Revolution Muslim, num post em seu website, revolutionmuslim.com. O post, escrito por um membro chamado Abu Talhah al-Amrikee, dizia que o episódio "insultou diretamente" o profeta, acrescentando: "Temos que alertar Matt e Trey que o que eles estão fazendo é idiota e que eles provavelmente vão acabar como Theo van Gogh por transmitir esse programa. Isso não é uma ameaça, mas um alerta da realidade do que provavelmente vai acontecer a eles."

Van Gogh, um cineasta holandês e crítico de religiões, incluindo o Islã, foi assassinado por um militante islâmico em Amsterdã em 2004, após ter feito um filme que discutia o abuso sofrido por mulheres muçulmanas em algumas sociedades islâmicas.

Numa entrevista telefônica na quarta-feira, Younus Abdullah Muhammad, membro do Revolution Muslim, repetiu a afirmação do grupo de que o post era uma previsão e não uma ameaça. Ele disse que o post "foi concebido a partir de um princípio profundamente arraigado na religião islâmica, que se chama comandar o bem e proibir o mal." Ele associou as reclamações do grupo sobre South Park a frustrações maiores a respeito do apoio americano a Israel e das guerras no Iraque e no Afeganistão.

Questionado se o FBI estava investigando o caso, o agente especial Richard Kolko, porta-voz do FBI em Nova York, disse que a agência não "monitora pessoas ou grupos, investigamos atividade criminosa."

Fonte: Terra

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