sábado, 10 de abril de 2010

Cuba: Juventude rebelde

Eles têm a idade que os barbudos tinham quando desceram com Fidel Castro a Sierra Maestra - e a mesma sede de liberdade. São os jovens cubanos em luta contra a miséria moral e material da ditadura comunista. Suas armas são blogs, festas punk e hip-hop

Duda Teixeira, de Havana

A CORAGEM É BRANCA
Manifestação pacífica de esposas de presos políticos em Havana: inspiração para jovens

As ruas de Havana Velha estão sempre cheias de turistas que, depois de tomar seu mojito na Bodeguita del Medio, vão aos ambulantes comprar camisetas de Che Guevara, charutos desviados das tabacarias estatais e comprimidos clandestinos de PPG, droga derivada da cana-de-açúcar receitada para controlar o colesterol e tida como afrodisíaca. Quem se aventura além dessa vitrine de produtos típicos do socialismo cubano encontra a Cuba real dos cortiços superlotados e caindo aos pedaços. A Cuba das panelas vazias, do medo e da delação. Mas também a Cuba da resistência jovem à ditadura comunista.


"Abaixo Fidel"
No dia 29 de outubro de 2008, Lia Villares, de 25 anos, saiu de casa às 9h30 da manhã com a frase "Abaixo Fidel", escrita a caneta azul em seu tênis. Enquanto esperava o ônibus, foi abordada por uma policial, que a levou para a delegacia. Lia foi interrogada por dois homens e depois liberada. No mesmo dia, a história já estava em seu blog na internet. Ela ainda conseguiu que seu tênis da rebeldia não fosse confiscado. Meses depois, Lia saiu com dois amigos pelas ruas de Havana perguntando aos pedestres: "Abaixo quem?". Alguns se recusaram a responder. Os mais jovens, porém, falavam o nome dos irmãos Castro. A "pesquisa" durou duas quadras. Na esquina, três viaturas esperavam os amigos, uma para cada um. O trio dormiu na delegacia. Diz Lia: "Foi surreal, não recomendo a ninguém".


Ao cruzar a porta de um desses cortiços, no topo de uma escada íngreme e precária, chega-se à cozinha, onde um jovem tecla em um notebook Compaq cujo peso e tamanho denunciam sua antiguidade tecnológica. Ao lado do computador, colado na mesa, há um adesivo com a bandeira de Cuba, o símbolo da arroba e a expressão "Internet para todos". Na gerontocracia dos irmãos Fidel e Raúl Castro, que governam a ilha há 51 anos, o acesso à web é restrito a certas repartições públicas, hotéis, embaixadas e às casas dos chefões do regime. Fora dos círculos privilegiados da nomenklatura castrista, a internet é, digamos, manual. O velho Compaq está com sua memória cheia de arquivos com reportagens de jornais espanhóis e americanos, músicas de protesto e blogs feitos por cubanos na ilha e no exílio. Essa biblioteca digital, considerada subversiva pela ditadura comunista, é enriquecida semanalmente por pen drives que passam de mão em mão, de porta USB a porta USB, abrindo uma trilha digital de liberdade em meio à selva da opressão comunista.

"59, o Ano do Erro"
Ex-funcionário de um pequeno escritório de serigrafia, Gorki Águila, de 41 anos, é um ídolo da juventude de Cuba. Vocalista da banda punk Porno para Ricardo, foi preso duas vezes (acima). Na primeira, ficou dois anos na cadeia. "A cela era tão pequena que eu encostava nas duas paredes opostas ao mesmo tempo", diz. Em liberdade condicional, tornou-se ainda mais explícito em suas críticas ao regime. Em O General, ele fala de Raúl Castro: "A m... continua". Gorki é mais efetivo ainda nas frases que estampa em camisetas. Dois exemplos: "59, o Ano do Erro" (os irmãos Castro tomaram o poder em 1959) e "Che Guevara, o Assassino do Povo Cubano" (o médico e motoqueiro argentino Ernesto Guevara foi encarregado pelos Castro das execuções sumárias por fuzilamento que vitimaram centenas de cubanos).

Dessa maneira, uma única pessoa com acesso esporádico à internet consegue abastecer centenas de amigos com informações sobre o mundo e sobre Cuba. Essa panfletagem pós-moderna conecta milhares de jovens cubanos. A geração que hoje está na faixa dos 20 ou dos 30 anos é a segunda a nascer após a revolução de 1959. Desde pequenos, esses cubanos foram criados para idolatrar Fidel Castro e jamais contestar o sistema socialista. O medo da violência policial, das prisões, da vigilância dos vizinhos colaboracionistas e da perda de emprego, no entanto, já não é o suficiente para calá-los. A juventude cubana está se rebelando.


Um rapper incômodo
Aldo Roberto Rodríguez, de 27 anos, é o líder do grupo de rap Los Aldeanos. As letras de suas músicas não usam subterfúgios para falar da realidade cubana. Em Contrarrevolucionário, ele dispara: "Falo do que estou vendo / Para ninguém é segredo / Que o sistema não funciona / Educação gratuita/ Potência médica / Dizem que temos bons doutores / Mas nenhum deles está aqui". Há dois anos, Aldo começou a ser censurado e hoje está proibido de cantar em lugares públicos. De pouco adianta. É praticamente impossível andar pelas ruas de Havana sem ouvir suas músicas no volume máximo rasgando as caixas de som dentro das casas. "Não importa se não faço shows, as pessoas me escutam", diz o rapper. "Vou continuar incomodando."


Prever quando uma ditadura longeva vai se extinguir é impossível. A história mostra, contudo, que a derrocada dos tiranos quase sempre é precedida pelo surgimento de um grupo de pessoas tão saturado da falta de liberdade que já não teme a violência política. Cuba parece estar nesse estágio. Cinco anos atrás, era impensável ter jovens cubanos expondo o rosto e suas opiniões como os que aparecem nesta reportagem. Hoje, eles fazem questão de ser vistos e escutados. Reivindicam liberdade de expressão e o direito de usar a internet, viajar e seguir a profissão de seus sonhos. Raramente fazem parte de um grupo organizado (ainda que clandestino) de oposição, tampouco têm um projeto político. Apesar de não se considerarem dissidentes, são rotulados como tal, o que não é de estranhar em um país onde ou se está com o governo ou contra ele. Diz a blogueira Yoani Sánchez: "Em Cuba, basta respirar para ser dissidente". Que dizer quando se tem a ousadia de escrever frases de protesto nas roupas, de criar blogs para descrever a realidade do país ou de compor músicas denunciando o fracasso da economia planificada. Esses atos aparentemente solitários e quase ingênuos de rebeldia são arriscados. Muitos já foram presos e/ou apanharam da polícia. Desde o mês passado, a penitenciária de Santa Clara mantém o prisioneiro de consciência mais jovem da ilha, Danny Perez Rodriguez, de 18 anos. Seu crime: sair às ruas para gritar "Abaixo Fidel!" em protesto contra o fato de ter perdido o emprego apenas por ser filho de um preso político.


Escola de blogueiros
A autora do diário virtual Generación Y, Yoani Sánchez, de 34 anos, é a madrinha dos blogueiros cubanos. Em outubro do ano passado, ela deu início à Academia Blogger, na sala de seu apartamento, em Havana. Trinta pessoas frequentaram o curso gratuito de quatro horas por dia, duas vezes por semana. Durante os seis meses que durou o curso, quatro alunos foram presos e interrogados. Ouviram dos policiais que a escolinha de Yoani era um partido político e que deveriam tomar cuidado. Nenhum deles desistiu. "A intimidação não funciona mais como antes. Os cubanos estão perdendo o medo", diz Yoani, que já foi espancada na rua por agentes da repressão.


A coragem da juventude rebelde de Cuba deve muito ao exemplo dado pela dissidência pacífica formada nos anos 90, que conseguiu conquistar certa projeção internacional aproveitando-se da abertura ao turismo. A entrada de estrangeiros e de dólares foi a solução paliativa encontrada pelo governo cubano para compensar a perda do financiamento soviético, após a queda do Muro de Berlim, em 1989. O movimento de oposição foi em grande parte abafado em 2003 com a prisão de 75 dissidentes, no que ficou conhecido como a Primavera Negra. O episódio é relembrado todos os domingos pelas mulheres, irmãs e filhas dos presos políticos durante uma passeata pelas ruas de Havana. Vestidas de branco e armadas apenas com uma flor na mão, em referência à primavera, elas são agredidas por agentes do regime e forçadas a voltar para casa. Manifestações de rua são o tipo de protesto mais temido pelos irmãos Castro porque é o mais visível para a população. Por isso, o regime não poupa medidas para intimidar os manifestantes. Em novembro passado, por exemplo, o artista plástico Amaury Pacheco, de 40 anos, organizador de uma passeata em Havana pela não violência, foi preso por policiais e levado para a delegacia. O interrogatório durou três horas, tempo necessário para impedir que Pacheco participasse da passeata. Quando a sessão de tortura psicológica acabou, Pacheco recusou-se a ir embora. "Fiquei para explicar por que sou contra a violência", diz o artista plástico.

Amanhã será outro dia
A professora particular de francês Claudia Cadelo não pode entrar em cinemas, salas de exposição e museus. O motivo da proibição é seu blog Octavo Cerco, em que escreve sobre a realidade do país. Em fevereiro deste ano, Claudia e seu marido foram impedidos de assistir a uma mostra de filmes. O barraco armado pelo casal foi registrado com um aparelho de celular e colocado no blog. No vídeo, pode-se ver Claudia gritando para um policial desconcertado: "Eu não vou entrar porque você tirou o meu direito. Mas isso não é um direito seu. Hoje você desfruta a impunidade, mas amanhã não será mais assim". Depois do episódio, Claudia entrou com uma ação na Procuradoria-Geral da República para contestar o ostracismo cultural a que é submetida. O processo foi ignorado.


Entre as diferentes formas de protesto que se tornaram corriqueiras em Cuba, a mais extrema é a greve de fome. Em fevereiro passado, o pedreiro Orlando Zapata Tamayo morreu após ficar 85 dias sem comer na prisão. Ele protestava contra as condições degradantes da cadeia. Em seguida, o psicólogo e jornalista Guillermo Fariñas parou de se alimentar e de se hidratar para pedir a libertação de 26 presos políticos que enfrentam problemas de saúde. Na semana passada, a greve de fome de Fariñas completou 47 dias. Ele só permanecia vivo porque, após perder a consciência, foi internado e forçado a receber alimentação parenteral, injetada diretamente na veia do braço. Raúl Castro, que herdou de seu irmão Fidel o posto de ditador, chamou Fariñas de chantagista e o acusou de ser financiado pelos Estados Unidos. "Se alguma vez meu filho foi mercenário, foi quando lutou como soldado cubano na guerra civil de Angola, pago pela União Soviética", diz Alícia Hernandez, de 72 anos, mãe de Fariñas. Ela convidou a reportagem de VEJA para conferir o que preparava no fogão para o jantar. A comida que mal dava para uma pessoa teria de alimentar três: ela, a filha e a neta. Mais do que as acusações do governo cubano, no entanto, o que mais ofendeu Alícia foi o fato de o presidente Lula ter comparado Fariñas aos prisioneiros comuns brasileiros. "Meu filho não matou e não roubou: tudo o que ele faz é pelos outros", diz Alícia.

Condenado a pintar paisagens
O maior sonho do artista plástico Yussuán Remolina, de 26 anos, é fazer telas inspiradas em personagens de quadrinhos. Para sobreviver em Cuba, porém, sua primeira ideia foi pintar quadros com imagens de pontos turísticos e vendê-las em uma feira de antiguidades. Remolina não recebeu a autorização do governo para tal e desistiu. Mais tarde, fez uma exposição com retratos de soldados cubanos. Na inauguração do evento, funcionários do governo disseram que, ao retratar seus colegas dos tempos de serviço militar, Remolina estava cometendo o crime de culto à personalidade. O jeito, então, foi limitar-se a pintar paisagens. "Eu preferiria que Cuba voltasse à realidade de antes da revolução. Tenho certeza de era melhor do que hoje", diz Remolina.


O sacrifício de Zapata e Fariñas é visto com admiração pela juventude cubana. Mas, ao contrário desses dissidentes, que um dia acreditaram no regime cubano e acabaram se desiludindo, os jovens de hoje nunca abraçaram de fato a ideologia comunista. Eles fazem parte de uma geração consciente de ser fruto de um experimento histórico fracassado que, criado pelas armas e viabilizado pelos pelotões de fuzilamento, se mantém há meio século. A angústia básica dos jovens cubanos é simplesmente não ter futuro. "A história da revolução e os ditames do partido comunista não têm a menor importância para eles", diz o economista Oscar Espinosa Chepe, de Havana. "Eles olham para a frente e querem uma vida melhor, com mais liberdade." O veterano dissidente recorda que, há cinco anos, apenas ele e meia dúzia de pessoas criticavam o castrismo abertamente. Hoje, são milhares. Uma das medidas do vigor desse fenômeno é a debilidade da organização que se propõe a renovar os quadros do partido comunista, a União de Jovens Comunistas (UJC). Na semana passada, havia mais rapazes e moças se prostituindo no centro histórico, nos hotéis e no Malecón, a avenida costeira de Havana, do que discutindo o futuro do comunismo no congresso da UJC. O evento foi presidido por Raúl Castro e José Ramón Machado Ventura, um jovem combativo de 79 anos. A única função dos participantes com menos de duas décadas de vida é balançar bandeirinhas de Cuba, como demonstrou a presença de Elian González, de 16 anos. Em 1999, aos 6 anos, Elian tornou-se o centro de uma disputa entre Cuba e Estados Unidos depois de ser encontrado em uma jangada no litoral da Flórida. Sua mãe e outros refugiados haviam morrido na tentativa de escapar da ilha-prisão. Por decisão da Justiça americana, o garoto foi devolvido ao pai, que vive em Cuba. Elian passou dez anos isolado da realidade cubana e só é convocado em datas comemorativas da Revolução Cubana, para emprestar seu rosto conhecido à propaganda castrista.

O médico dos direitos humanos
Em 1997, o então estudante de medicina Ismely Iglesias Martinez foi chamado para medir os sinais vitais do dissidente político Guillermo Fariñas, em sua primeira greve de fome. Iglesias foi orientado a não conversar com o paciente. Revoltado, pediu baixa da União de Jovens Comunistas. Após a formatura, em 2000, foi enviado a hospitais distantes como punição. Depois de organizar protestos com os pacientes para pedir melhores condições de higiene, Iglesias perdeu o emprego. Foi ele quem, no mês passado, levou Fariñas ao hospital quando o dissidente perdeu a consciência durante sua atual greve de fome (acima). A esposa de Iglesias, engenheira, teme perder o emprego. "Eu disse a ela que, se isso ocorrer, vou pescar para sobreviver", diz o médico.

A vitalidade da UJC sustentava-se no fato de que fazer parte da organização era o caminho mais curto para conseguir os melhores empregos públicos (em uma economia estatizada como a cubana, praticamente todos) e os mais altos salários. Isso não existe mais. A técnica de contabilidade Claudia Cadelo, de 26 anos, por exemplo, chegou a trabalhar em um salão de beleza do governo onde ganhava o equivalente a 7 dólares por mês – o valor não dá nem para pagar uma hora de acesso à internet em um hotel. Insatisfeita, pediu demissão e foi vender roupas e sorvete nas ruas. Mais tarde, passou a dar aulas particulares de francês. Com isso, multiplicou por cinco sua renda. "Ninguém mais vê vantagem em trabalhar para o governo", diz Claudia, uma das blogueiras mais aguerridas da ilha e, por decisão da repressão castrista, persona non grata em eventos públicos. O esvaziamento dos empregos formais também está registrado na música El Comandante, da banda punk Porno para Ricardo. A letra diz: "Não seja tão estúpido, Coma Andante / Se quer que eu trabalhe / Vai ter de me pagar antes". A banda, que foi proibida de fazer shows em lugares públicos, burla a censura tocando em festas na casa de amigos e em terrenos baldios de Havana.

Os jornais do regime, como o Granma, o Juventud Rebelde e o Trabajadores, os únicos com direito a circular nacionalmente em Cuba, esforçam-se por difamar as vozes dissonantes no país acusando-as de ser financiadas pela CIA, o serviço secreto americano. "A mesma mentira, repetida durante cinco décadas, não se torna uma verdade", diz a blogueira Yoani Sánchez. Ela e outros cubanos críticos ao governo são pobres como quase toda a população e sobrevivem fazendo bicos. Yoani dá aulas de espanhol para estrangeiros e às vezes atua como guia turística informal. Há também os que recebem dinheiro de parentes que vivem no exterior. A dificuldade de conseguir um sustento mínimo é até maior para quem ousa expressar-se livremente ou frequentar shows clandestinos, porque o aparato estatal de repressão faz de tudo para atrapalhar. Os jovens mais ativos, por exemplo, são seguidos na rua por policiais à paisana e hostilizados pelos vizinhos. Seus encontros com estrangeiros são delatados por motoristas de táxi, quase todos ex-agentes do Ministério do Interior. Frequentemente, são detidos por algumas horas e depois liberados. Alguns são encarcerados por tempo indefinido. Nas contas de Elizardo Sánchez, diretor da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, em Havana, três de cada quatro presos em Cuba têm menos de 35 anos. Cerca de 4 000 deles foram detidos com base no artigo de "periculosidade pré-delitiva", um estranho tópico da legislação cubana que permite ao governo prender qualquer indivíduo com base na suspeita de que ele possa, um dia, cometer um crime.

Se ainda há um grande número de jovens ousados fora das cadeias, isso é resultado do uso inteligente que eles fazem da internet. "Se o governo prendesse, hoje, um grupo grande de pessoas, como aconteceu em 2003, a reação interna e externa seria muito maior", diz o dissidente Vladimiro Roca, que foi detido na Primavera Negra e solto depois por razões de saúde. Um exemplo prático desse fenômeno aconteceu em 2008, quando o vocalista da banda Porno para Ricardo, Gorki Águila, foi preso com base na lei de periculosidade pré-delitiva. A pena prevista era de quatro anos de cadeia. A presença de embaixadores, dissidentes, artistas, jornalistas estrangeiros e dezenas de jovens no dia do julgamento inibiu os algozes. Gorki foi liberado. As ditaduras de direita têm data de validade. As de esquerda se presumem eternas. Ambas acabam tendo seu encontro amargo com a história. É esse processo que os jovens cubanos estão apressando com seus blogs, camisetas e seus hinos hip-hop.


Na semana passada, aconteceu em Havana o Congresso da União de Jovens Comunistas (UJC), que vive uma crise de quadros

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